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Luís Montenegro defende suspensão parcial do acordo UE-Israel

Primeiro-ministro defende suspensão parcial do acordo da UE com Israel após a intervenção na flotilha rumo a Gaza

Primeiro-ministro, Luís Montenegro
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  • O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, declarou que Portugal poderá apoiar uma suspensão parcial do acordo da União Europeia com Israel, durante a sua visita oficial a Andorra.
  • Montenegro afirmou que veremos nos próximos encontros se há evolução nesse domínio, mantendo a disponibilidade para a medida.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, condenou o comportamento do ministro israelita Ben-Gvir e a humilhação dos ativistas da flotilha, solicitando proteção e libertação imediata dos cidadãos nacionais.
  • O Governo português está em contacto permanente com as autoridades israelitas para assegurar a libertação imediata dos nacionais portugueses e a sua proteção.
  • As Forças Armadas de Israel concluíram, na terça-feira, a interceção dos últimos barcos da flotilha, após quase cinquenta embarcações tentarem chegar a Gaza com mais de quatrocentos ativistas a bordo, incluindo dois médicos portugueses.

O primeiro-ministro Luís Montenegro avaliou a reação de Israel a uma flotilha humanitária que rumava a Gaza com ajuda. A interceptação ocorreu nos últimos dias, concluindo-se na terça-feira, após dois dias de operação contra quase 50 embarcações e mais de 400 ativistas a bordo, incluindo dois médicos portugueses.

Montenegro, em visita oficial a Andorra, deixou claro que Portugal pode apoiar uma suspensão parcial do acordo entre a União Europeia e Israel, dependendo de desenvolvimentos nos próximos encontros. A declaração foi recolhida pela RTP.

Paralelamente, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, criticou o que qualificou como comportamento intolerável de um ministro israelita, que partilhou imagens de ativistas a ajoelharem-se. O Governo português mantém contacto permanente com as autoridades de Israel para assegurar a libertação dos nacionais portugueses e a sua proteção.

Forças de segurança israelitas interceptaram os últimos barcos da flotilha, que transportava, no total, centenas de ativistas. A operação visava entregar ajuda humanitária à população de Gaza e gerou uma condenação diplomática de vários governos, incluindo Portugal, em relação às imagens e ao tratamento observado.

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