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Situação extremamente preocupante após ataque a central nuclear nos Emirados

Agência Internacional da Energia Atómica descreve a situação como extremamente preocupante após o ataque à Central Nuclear de Barakah; risco de libertação de radioactividade e evacuações potenciais

Central Nuclear de Barakah situa-se em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos
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  • O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica descreveu a situação como extremamente preocupante após o ataque à Central Nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, dizendo que as consequências podem ser muito graves.
  • A central encontra-se operacional e alberga milhares de quilogramas de material nuclear no núcleo dos reatores, incluindo combustível novo e irradiado.
  • Um ataque direto poderia provocar libertação elevada de radioatividade para o ambiente; uma desativação das linhas de fornecimento de energia poderia aumentar a probabilidade de fusão dos núcleos.
  • No pior cenário, seriam necessárias medidas de proteção como evacuações, abrigo da população ou uso de iodo estável, com alcance de alguns a várias centenas de quilómetros.
  • Os Emirados Árabes Unidos disseram que drones atingiram um gerador que alimentava a central e teriam partido do Iraque; a Agência confirmou o restabelecimento do fornecimento de energia à central.

A comunidade internacional preocupa-se com a situação na Central Nuclear de Barakah, nos Emirados Árabes Unidos, depois de um ataque à instalação. O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, classificou o cenário como extremamente preocupante, ressaltando o potencial de consequências graves.

Grossi explicou que a central opera com milhares de quilogramas de material nuclear no núcleo dos reatores, tanto combustível novo como irradiado. Um ataque poderia libertar radioatividade no ambiente, com impactos a depender da direção e da intensidade do dano.

A AIEA reiterou que um impacto direto poderia exigir medidas de proteção, como evacuações, abrigo ou administração de iodo estável, com alcance variável entre alguns e centenas de quilómetros. O objetivo é reduzir riscos à população.

Contexto do incidente

Os Emirados Árabes Unidos denunciaram, no fim de semana, um incêndio num gerador da central causado por um aparelho não tripulado que alimenta a instalação na região de al-Dhafra.

Origens e desdobramentos

As autoridades saudaram já novas informações de que os drones usados teriam partido do Iraque, onde forças apoiadas pelo Irão têm realizado ataques desde o início da guerra no Golfo.

Estado da central

Mais recentemente, a AIEA confirmou o restabelecimento do fornecimento de energia à central, um passo visto como importante para a segurança nuclear.

Relevância regional

O incidente aumenta a sensibilidade sobre a segurança de instalações nucleares no Médio Oriente e a atuação de grupos armados na região, com observadores a pedirem rigor na proteção de ativos críticos.

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