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Drones que visaram a central nuclear dos Emiratos Árabes Unidos vieram do Iraque

Drones lançados a partir do território iraquiano atingiram a central nuclear de Barakah, sinalizando escalada de milícias apoiadas pelo Irão contra infraestruturas do Golfo

Foto sem data divulgada pela agência oficial WAM dos Emirados Árabes Unidos mostra a central nuclear de Barakah em construção no deserto oeste de Abu Dhabi
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  • Autoridades dos Emirados Árabes Unidos dizem que os drones que atingiram a central nuclear de Barakah partiram de território iraquiano, numa escalada associada a milícias apoiadas pelo Irão.
  • O ataque, na semana passada, envolveu três drones; um deles atingiu a zona de Barakah, provocando um incêndio num gerador elétrico, sem feridos nem fuga de radiação, e outros dois foram intercetados.
  • Barakah situa-se junto às fronteiras com a Arábia Saudita e o Qatar, e o incidente gerou receios de repercussões no Golfo.
  • O governo iraquiano condenou os ataques com drones contra os Emirados, defendendo cooperação regional para evitar escaladas e proteger a estabilidade da região.
  • Um diplomata dos Emirados assinalou no X que há “confusão de papéis” entre países da região, com o Golfo tornando-se alvo de agressões iranianas.

Os drones que atingiram a central nuclear de Barakah, no Emirados Árabes Unidos, teriam partido de território iraquiano, segundo o ministério da Defesa de Abu Dhabi. A avaliação ocorreu no seguimento de uma investigação em curso.

No ataque da semana passada, um drone não reivindicado atingiu um gerador elétrico junto à central, provocando um incêndio sem feridos nem fuga de radiação. Dois drones adicionais foram interceptados pela defesa local.

As autoridades dos Emirados afirmam que o ataque é parte de uma escalada de milícias apoiadas pelo Irão, com repetidos alvos no Golfo. Barakah situa-se junto às fronteiras com a Arábia Saudita e o Qatar.

Resposta do Iraque

Bagdade condenou os ataques com veiculação de um comunicado oficial, sem referência direta ao relatório dos Emirados. O país sublinhou a necessidade de cooperação regional para evitar escaladas e danos à estabilidade da região.

Responsáveis norte-americanos apontam que milícias pró-Irão no Iraque, incluídas as Forças de Mobilização Popular, têm atacado bases militares invasoras desde o início do conflito com o Irão. O Kata’ib Hezbollah é uma das entidades citadas.

Entre as vozes regionais, o conselheiro diplomático dos Emirados destacou a ambiguidade de papel de alguns países vizinhos face aos ataques. O tom apontou para a importância de alinhamento firme entre aliados do Golfo.

Nota: as informações baseiam-se no comunicado do ministério da Defesa dos Emirados e em declarações oficiais de Bagdade, além de relatos de fontes oficiais dos EUA.

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