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Ordem dos Médicos acompanha detidos portugueses numa flotilha israelita

Ordem dos Médicos mantém vigilância sobre a detenção de dois médicos portugueses na Global Sumud Flotilla e exige repatriação e proteção integral dos profissionais

Tropas israelitas intercetam flotilha perto da Faixa de Gaza
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  • A Ordem dos Médicos confirmou a detenção de dois médicos portugueses pela autoridades israelitas, no âmbito da missão Global Sumud Flotilla, após a interceção do navio Tenaz em águas internacionais.
  • Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias estão sob custódia israelita, devendo ser repatriados para Portugal, segundo o bastonário Carlos Cortes.
  • A Ordem dos Médicos está a acompanhar o caso em articulação com o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Saúde, para assegurar a observância da Convenção de Genebra e normas da Associação Médica Mundial.
  • Além dos dois clínicos, dezenas de cidadãos espanhóis seguiam na flotilha; autoridades espanholas indicaram que entre dez e vinte foram detidos, e que a flotilha contava 54 embarcações com perto de quinhentos tripulantes.
  • O primeiro-ministro israelita confirmou a interceção de uma nova flotilha para Gaza, próxima da costa de Chipre, com o exército a anunciar que os participantes seriam transferidos para um navio-prisão e levados para Ashdod; o bloqueio a Gaza mantém-se desde 2007.

A Ordem dos Médicos condenou a detenção de dois médicos portugueses pelas autoridades israelitas, ocorrida no âmbito da missão Global Sumud Flotilla. O bastonário, Carlos Cortes, afirmou que os médicos devem ser protegidos em todas as circunstâncias e não podem ser alvo de violência ou intimidação.

Segundo a Ordem, Beatriz Bartilotti e Gonçalo Dias foram detidos esta tarde após a interceção da embarcação em que seguiam, o navio Tenaz, em águas internacionais. O bastonário contactou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que confirmou a custódia dos dois médicos pelas autoridades israelitas, com previsão de repatriamento.

A Ordem dos Médicos informou ainda que acompanha o caso em articulação com o MNE e o Ministério da Saúde, para assegurar a observância da legislação internacional, nomeadamente a Convenção de Genebra e as normas da Associação Médica Mundial. O objetivo é garantir a integridade física e psicológica dos profissionais e o regresso seguro a Portugal.

Reação e contexto internacional

Além dos médicos portugueses, dezenas de cidadãos espanhóis seguiam na flotilha intercetada por Israel, com entre 10 e 20 detidos, segundo o Governo espanhol. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Espanha, José Manuel Albares, apontou que a flotilha contava 54 embarcações e perto de 500 tripulantes, incluindo cerca de 45 espanhóis, informação ainda não verificada.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou a interceção de uma nova flotilha junto à costa de Chipre, classificando-a como uma tentativa de contornar o bloqueio imposto a Gaza. O exército israelita afirmou que os participantes seriam transferidos para um navio-prisão com destino ao porto de Ashdod.

Até ao momento, não foi divulgado o número total de detidos nem o total de embarcações intercetadas. A operação começou com a interceptação de várias embarcações a cerca de 463 quilómetros da costa de Gaza, em águas internacionais, conforme monitorização da Global Sumud Flotilla.

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