- O novo governo húngaro, chefiado por Péter Magyar, abriu-se pela primeira vez desde a saída de Orbán ao diálogo com a Ucrânia sobre a adesão à União Europeia.
- Budapeste iniciou discussões técnicas com Kiev sobre a forma de lidar com a minoria húngara na Transcarpátia, com foco em direitos linguísticos, educacionais e culturais.
- A Hungria manteve o veto à abertura do primeiro grupo de negociações de adesão da Ucrânia e condiciona qualquer avanço à implementação de um plano de onze pontos para a minoria húngara.
- Magyar anunciou a intenção de encontrar-se com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no início de junho, em Berehove, para tratar da situação da minoria; Zelenskyy disse trabalhar as questões da minoria como parte de uma relação de boa vizinhança.
- A União Europeia exige a adoção efetiva do plano de ação para as minorias; o Conselho Europeu pode discutir o alargamento da Ucrânia na próxima reunião, com o veto húngaro a ser o primeiro passo para abrir as negociações.
A Hungria sinalizou pela primeira vez, sob o governo de Péter Magyar, abertura a conversações sobre a adesão da Ucrânia à UE. A declaração surge num contexto de diálogo técnico com Kiev sobre a situação da minoria húngara na Transcarpácia.
Budapeste afirma estar disposta a trabalhar em resultados concretos para a Ucrânia, ao mesmo tempo que entra em diálogo técnico com Kiev sobre direitos da minoria húngara. Bruxelas aguarda avanços.
A posição ocorre após o governo de Viktor Orbán ter bloqueado a abertura do primeiro grupo de adesão. A mudança, anunciada pela nova administração, acontece numa altura de tensões históricas entre as duas capitais.
Desdobramentos
As negociações técnicas centram-se no plano de 11 pontos criado pelo anterior governo húngaro para restaurar direitos da comunidade húngara na Ucrânia. A implementação continua a ser considerada essencial por Budapeste.
O embaixador húngaro afirmou numa reunião recente que o método deve basear-se no mérito e que os direitos da minoria devem ser salvaguardados, com atenção ao enquadramento legal vigente.
Magyar indicou, a 28 de abril, a intenção de reunir-se com o Presidente ucraniano Zelenskyy no início de junho, para debater melhorias para a minoria húngara na Transcarpátia, propondo encontro em Berehove.
Perspectivas
Zelenskyy disse estar a trabalhar com a minoria húngara no oeste da Ucrânia, enfatizando que os húngaros são cidadãos ucranianos. A União Europeia condiciona o avanço do processo à implementação do plano de ações para minorias.
O governo ucraniano reportou disponibilidade para dialogar sobre todas as questões com o novo governo húngaro, visando restaurar a confiança entre Kiev e Budapeste.
A comissão dos Negócios Estrangeiros do novo parlamento húngaro destacou que a garantia legal de língua, educação e direitos culturais na Transcarpátia é crucial para avançar.
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