- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel controla 60% da Faixa de Gaza, primeira confirmação oficial da expansão da área ocupada.
- As declarações foram divulgadas pelo gabinete de imprensa de Netanyahu no Dia de Jerusalém.
- Ele disse ter trazido para casa todos os reféns, não ter cedido território e que “amanhã veremos”.
- Gaza continua marcada por violência diária, com ataques israelitas e acusações mútuas entre Israel e o Hamas sobre o cessar-fogo.
- O cessar-fogo vigente desde 10 de outubro mantém a divisão entre áreas sob Hamas e sob o exército, com referências à “linha amarela” e a possível expansão para uma nova “linha laranja”; segundo o Ministério da Saúde de Gaza, mais de 850 palestinianos foram mortos desde o início do cessar-fogo, enquanto cinco soldados israelitas morreram neste período.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que as forças israelitas controlam 60% da Faixa de Gaza. A declaração foi divulgada pelo gabinete de imprensa de Netanyahu, a propósito do Dia de Jerusalém.
A confirmação representa a expansão da área ocupada por Israel no território palestiniano. Na mesma comunicação, o governo reiterou que não cedeu território e destacou que todos os reféns foram libertados. A afirmação foi feita enquanto Gaza permanece marcada por violência diária.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob controlo do Hamas, mais de 850 palestinianos terão morrido desde o início do cessar-fogo. Pelo lado israelita, foram anunciadas cinco mortes de militares durante o conflito.
Contexto do cessar-fogo
A trégua vigente desde 10 de outubro, dois anos após o início da guerra em 7 de outubro de 2023, prevê fases distintas. A primeira envolveu a libertação de reféns; a segunda, a desarmamento do Hamas e a retirada gradual de tropas para uma linha amarela, que está paralisada.
Relatórios da imprensa indicam que as tropas israelitas poderão avançar para uma nova linha, apelidada de linha laranja, caso o Hamas recuse depor as armas. O acordo permitiu o controlo de pouco mais de 50% do território palestiniano, até ao momento.
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