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Emirados Árabes Unidos desmentem alegação de visita secreta de Netanyahu

Emirados Árabes Unidos negam visita secreta de Netanyahu; reiteram relações públicas com Israel nos Acordos de Abraão, enquanto o Irão lança ameaças

ARQUIVO: O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, assiste a uma cerimónia no Cemitério Militar do Monte Herzl, em Jerusalém, a 21 de abril de 2026
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  • Os Emirados Árabes Unidos negaram a alegação do gabinete de Netanyahu de uma visita secreta durante a guerra, afirmando que não houve encontro discreto com o presidente Sheikh Mohamed bin Zayed.
  • O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados afirmou que visitas não divulgadas são infundadas e que as relações com Israel são públicas, baseadas nos Acordos de Abraão, sem acordos não oficiais.
  • O Irão reagiu, com o ministro dos Negócios Estrangeiros a ameaçar quem conspire com Israel e a afirmar que a cooperação com Israel é imperdoável.
  • O anúncio de Netanyahu ocorreu um dia depois de o embaixador dos Estados Unidos em Israel ter dito que armas de defesa aérea Iron Dome e pessoal foram enviados para os Emirados.
  • Em termos regionais, Kuwait informou ter detido quatro iranianos e dois conseguiam fugir ao tentar infiltrar-se na ilha de Bubiyan; Araghchi pediu a libertação dos iranianos e disse que Teerão pode responder.

Os Emirados Árabes Unidos negaram a alegação do gabinete de Benjamin Netanyahu de uma visita secreta durante a guerra contra o Irão. O anúncio foi feito na quarta-feira e minimiza qualquer encontro discreto com o primeiro-ministro de Israel.

Segundo o ministério dos Negócios Estrangeiros dos Emirados, as visitas não divulgadas são totalmente infundadas, a menos que sejam anunciadas officialmente pelas autoridades. O texto reitera que as relações com Israel são públicas e formais, enquadradas nos Acordos de Abraão de 2020.

O gabinete de Netanyahu tinha afirmado que o chefe do governo israelita visitou discretamente os Emirados durante a operação de combate, e que o encontro com o presidente MBZ marcaria um avanço histórico. As autoridades dos Emirados não receberam qualquer delegação militar israelita.

Reação iraniana

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou numa publicação que a inimizade com o Irão é uma aposta tola e que a conivência com Israel é imperdoável. Teerão disse ainda que aqueles que conspiram com Israel serão responsabilizados.

Araghchi indicou que Netanyahu revelou informações que teriam sido transmitidas pelos serviços de segurança do Irão aos dirigentes iranianos. A jugada ocorre numa fase de tensões regionais agravadas pela atuação iraniana na região.

Contexto regional

O anúncio de Israel ocorreu um dia depois de o embaixador dos EUA em Israel afirmar que Washington enviou armas de defesa aérea Iron Dome e pessoal para os Emirados. O Irão tem vindo a criticar acordos entre Israel e países árabes por considerar a região instável.

Os Emirados sofreram ataques com mísseis e drones em meses anteriores, ainda que tenham declarado manter as operações abertas para negócios e a segurança interna assegurada. Diversos contatos entre lideranças israelitas e emiratis já ocorreram nos últimos anos.

Navegação diplomática

Na semana passada, a agência de notícias dos Emirados indicou que Netanyahu participou de ligações para condenar ataques iranianos e manifestar solidariedade com a federação do Golfo. Esses contactos refletem uma relação crescente entre os dois países, formalizada por acordos oficiais.

Outros desenvolvimentos

Na região, o Kuwait informou a detenção de quatro homens e a fuga de dois, alegando infiltração de iranianos que teriam ligações com a Guarda Revolucionária. Teerão pediu a libertação imediata e avisou sobre possíveis respostas. A ilha de Bubiyan permanece relevante estrategicamente pela presença de um porto importante.

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