- A Rede Académica pela Justiça na Palestina (RAJAP) foi criada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, reunindo cerca de setenta docentes e investigadores de várias instituições do país, com caráter nacional e interuniversitário.
- Integram a RAJAP docentes e investigadores da Universidade Nova de Lisboa, Universidade do Minho, Universidade de Évora, Universidade de Porto, Universidade de Lisboa e Universidade de Coimbra, conforme comunicado da nova organização.
- Na carta fundacional, os signatários comprometem-se a manifestar solidariedade ativa com académicos, estudantes e instituições palestinianas, defender a liberdade académica e contribuir para a proteção e continuidade do conhecimento na Palestina.
- A organização rejeita formas de colaboração institucional que sustentem a ocupação ilegal de território palestiniano e descreve o fenómeno de “escolasticídio” (ataques a escolas e docentes). Desde outubro de 2023, todas as 12 instituições de ensino superior na Faixa de Gaza foram destruídas ou danificadas, e nos primeiros 100 dias de guerra morreram pelo menos 94 docentes e investigadores.
- Durante a assembleia de fundação, foi eleita uma comissão coordenadora para o ano letivo de 2026/2027, com quatorze docentes e investigadores de várias universidades, incluindo a ex-coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua. A guerra na região gerou mais de 72.000 mortos e cerca de 172.000 feridos, conforme o Ministério da Saúde de Gaza; um cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025.
A Rede Académica pela Justiça na Palestina (RAJAP) nasceu em Portugal como uma rede de âmbito nacional e interuniversitário. A sua criação responde, segundo a organização, à destruição da vida académica palestiniana e à violência que a sustenta.
Cerca de 70 docentes e investigadores de várias universidades concordaram em formar a RAJAP. A rede foi fundada na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
A RAJAP reúne docentes de instituições como a Universidade do Minho, Évora, Porto, Lisboa e Coimbra, de acordo com o comunicado divulgado pela recém-criada organização.
Fundação e objetivos
A RAJAP afirma que o registo de ocupação, colonização e segregação em território palestiniano exige uma resposta coletiva, organizada e duradoura por parte da comunidade académica portuguesa.
Na carta fundacional, assinada por membros da comunidade académica, a rede compromete-se a apoiar académicos, estudantes e instituições palestinianas e a defender a liberdade académica nas universidades portuguesas.
Os signatários prometem colaborar para proteger as estruturas de produção de conhecimento na Palestina, divulgar o conhecimento sobre o país e recusar qualquer forma de cooperação institucional que sustente a ocupação ilegal.
Contexto e referências
A carta fundacional recorda ataques a escolas e instituições de ensino, descritos pela RAJAP como o fenómeno do escolasticídio, termo utilizado pela investigadora Karma Nabulsi para designar bombardeamentos e demais impactos na vida académica.
Segundo a RAJAP, desde outubro de 2023, todas as 12 instituições de ensino superior na Faixa de Gaza sofreram danos graves ou destruição, com pelo menos 94 docentes e investigadores mortos nos primeiros 100 dias de conflito.
A assembleia que aprovou a fundação da rede também escolheu uma comissão coordenadora para o ano lectivo 2026/2027, com 14 docentes de várias universidades, encarregue de posicionamentos públicos e campanhas nacionais.
Entre os signatários contam-se docentes e figuras públicas, incluindo a ex-coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, que leciona no ISCTE.
Contexto global
A guerra na Faixa de Gaza causou dezenas de milhares de mortos e feridos, com destruição maciça da infraestrutura. O conflito teve início após o ataque do Hamas a Israel, em outubro de 2023.
Um cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025, segundo fontes internacionais. As informações citam números oficiais do Ministério da Saúde de Gaza e confirmações de organizações internacionais.
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