- A Polónia vai exigir esclarecimentos formais sobre como Zbigniew Ziobro, antigo ministro da Justiça, conseguiu viajar da Hungria para os Estados Unidos, mesmo com o passaporte confiscado.
- O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco afirmou que vão questionar a Hungria e os Estados Unidos sobre a base jurídica e factual que permitiu a viagem, incluindo qual documento autorizará a passagem de fronteira.
- Ziobro e o seu vice-ministro, Marcin Romanowski, obtiveram asilo na Hungria durante o governo de Viktor Orbán; com a derrota eleitoral de Orbán, Varsóvia esperava a extradição de ambos.
- O antigo ministro confirmou, numa entrevista à TV Republika, que se encontra nos Estados Unidos e deverá colaborar com a estação como comentador político.
- Ziobro enfrenta 26 acusações criminais, centradas no alegado uso indevido de verbas de um fundo de apoio a vítimas de crimes para ganhos políticos.
Polônia quer esclarecimentos formais sobre a fuga de Ziobro para os EUA. Varsóvia pretende compreender como Zbigniew Ziobro, antigo ministro da Justiça, viajou da Hungria para Washington após o passaporte ter sido apreendido. O pedido foi anunciado pelo porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maciej Wewiór.
A autoridade polaca aponta para a necessidade de conhecer a base jurídica e factual que permitiu a saída do território húngaro. O objetivo é saber qual documento autorizado a travessia da fronteira e a entrada nos EUA, sem distorcer as relações com Washington, segundo a comunicação de Varsóvia.
Wewiór afirmou que o caso será encaminhado aos Estados Unidos e à Hungria para obter respostas. Até ao momento, não houve confirmação oficial por parte da embaixada dos EUA em Varsóvia nem do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Hungria. Ziobro confirmou à TV Republika a sua presença nos EUA.
Contexto e implicações
Ziobro, figura central de reformas judiciais contestadas pela UE, enfrenta 26 acusações criminais, incluindo alegado uso indevido de verbas de um fundo para vítimas de crimes. O entendimento é de que o antigo ministro pode colaborar com a estação de televisão que lhe é próxima politicamente.
A Hungria concedeu asilo a Ziobro e ao seu vice-ministro, Marcin Romanowski, por decisão de Viktor Orbán. A derrota eleitoral de Orbán em abril alimentou expectativas de possível extradição, o que parece ter ficado incerto com a fuga. A situação mantém a atenção sobre relações entre Varsóvia, Washington e Budapeste.
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