- Guardas da Revolução avisam que qualquer ataque aos petroleiros ou navios comerciais iranianos terá uma resposta contundente contra um centro americano na região, além de contra navios inimigos.
- O comandante da marinha dos Guardas, o general Majid Mousavi, disse que mísseis e drones estão prontos para disparo, de acordo com a Isna e a Irib.
- Um mês depois do cessar-fogo, os EUA atacaram dois petroleiros iranianos no Golfo de Omã; Washington afirma ter neutralizado os navios na entrada do estreito de Ormuz.
- O Irão bloqueia o estreito de Ormuz desde o início da ofensiva israelo-americana, denunciando à ONU uma violação do cessar-fogo.
- Os confrontos elevaram os preços do petróleo, com o Brent a manter-se acima de 100 dólares por barril.
O Irão ameaçou responder de forma contundente a ataques contra interesses norte-americanos na região, caso a marinha mercante iraniana seja atacada. As declarações surgem na sequência de ataques a dois dos navios petroleiros do Irão no Golfo de Omã.
Os Guardas da Revolução alertaram que qualquer ataque a petroleiros iranianos implicará retaliação contra um centro estratégico dos EUA na região, bem como contra navios hostis. O aviso foi reiterado pelo comandante da marinha dos Guardas, o general Majid Mousavi, conforme a cobertura das agências Isna e Irib.
Este episódio acontece um mês após o cessar-fogo no confronto envolvendo o Irão e aliados israelo-americanos, e segue ataques dos EUA a dois petroleiros iranianos na entrada do estreito de Ormuz. Washington afirmou ter neutralizado as duas embarcações por via aérea.
O Irão acusa a resposta americana de violação do cessar-fogo, enquanto Teerão informou à ONU uma violação flagrante do acordo. O governo iraniano também sustenta que as ações dos EUA ocorreram sem carga nas embarcações, embora haja imagens com fumo das cabines de comando divulgadas por fontes militares americanas.
Desde o início do confronto, o estreito de Ormuz permanece bloqueado pelo Irão, desde o ponto de vista de Teerão, o que tem impactos significativos na economia global e nos mercados de energia. As negociações para uma saída diplomática mantêm-se em impasse, à espera de uma resposta iraniana.
Além do impacto estratégico, os acontecimentos elevam as tensões entre Washington e Teerão, com oscilações nos preços do petróleo. O Brent terminou a semana acima de 100 dólares por barril, refletindo a incerteza e a volatilidade do mercado.
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