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Amnistia Internacional critica participação de Israel na Eurovisão

Amnistia Internacional acusa a União Europeia de Radiodifusão de trair a humanidade ao manter Israel na Eurovisão, apesar de acusações de genocídio em Gaza

Noam Bettan, o representante de Israel este domingo a passar pela "passadeira turquesa" do evento em Viena
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  • A Amnistia Internacional acusa a União Europeia de Radiodifusão de “trair a humanidade” ao manter Israel no festival Eurovisão 2026, após a Ucrânia ter sido excluída há quatro anos.
  • A organização afirma que a participação de Israel perpetua violações no conflito em Gaza e permite normalizar o que descreve como genocídio, ocupação e apartheid.
  • O comunicado da Amnistia Internacional critica a decisão da EBU por não responder aos protestos de países membros que se retiraram do concurso.
  • O Festival Eurovisão da Canção decorre em Viena, entre terça-feira e sábado, com a 70.ª edição a manter Israel entre os participantes.
  • A apresentação de Portugal na primeira semifinal acontece na RTP1, a partir das 20h, com a atuação de Bandidos do Cante com Rosa, enquanto a marca Moroccanoil continua a ser patrocinadora principal do evento desde 2020.

A Amnistia Internacional acusa a Eurovisão de trair a humanidade ao permitir a participação de Israel na edição de 2026, que decorre em Viena, Áustria. A organização denuncia que a União Europeia de Radiodifusão não excluiu o país, mesmo após acusações de genocídio. Observa ainda que o festival deve evitar discriminação e intolerância.

A porta-voz Agnès Callamard afirma que a decisão envia uma mensagem de impunidade. Em comunicado, a Amnistia aponta para o historial de Israel na Faixa de Gaza e para a ocupação de território, considerando que o evento oferece uma plataforma para normalizar o que descreve como violações graves.

A organização sustenta que a participação de Israel desvia a atenção do sofrimento palestiniano e viola princípios do festival, que deben permanecer livres de discurso de ódio. Recorda que Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia já manifestaram protestos e chegaram a retirar-se.

Reação internacional e contexto

A Amnistia acusa a EBU de dois pesos e duas medidas, contrapondo com a exclusão de Rússia há quatro anos. A organização afirma que a decisão fere valores de isenção, tolerância e igualdade do festival.

A 70.ª edição da Eurovisão decorre entre terça e sábado, com a participação de nomes nacionais, incluindo os Bandidos do Cante com Rosa na primeira semifinal. O concurso tem como patrocinador principal a Moroccanoil desde 2020, mantendo-se este ano.

Detalhes do festival e implicações

A Amnistia sustenta que o palco internacional de Israel serve para desviar atenções do que classifica como genocídio e medidas de anexação. Alega ainda que decisões de tribunais internacionais costumam condenar o país por violações, segundo a organização.

O texto da Amnistia conclui que canções não devem encobrir atrocidades, defendendo que não haja espaço para Israel na Eurovisão enquanto existir um conflito em curso. A organização apela à ação conforme a consciência dos cidadãos.

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