- Ashley St. Clair, antiga embaixadora da Turning Point USA e influenciadora MAGA, afirma que a promoção de temas conservadores era financiada por criadores pagos para promover causas.
- Alega que mensagens políticas online eram coordenadas por responsáveis da Administração e congressistas, através de grupos de conversa, com transferências bancárias.
- Mostra capturas de mensagens que teriam pedido aos criadores para partilhar conteúdos de candidatos conservadores, com promessas de pagamento, e cita a plataforma de marketing Urban Legend.
- Diz que ajudou a construir a maquinaria digital pró-Trump e que o espaço é lucrativo e alimentado por dinheiro, não por pensamento livre.
- Diz querer expor os bastidores e a prática de monetizar a indignação online, mantendo que mudou o seu caminho e que está a terminar os estudos, com planos de estudar Direito.
A antiga influenciadora Ashley St. Clair, associada ao movimento MAGA, passou de defensora ferrenha a crítica explícita de como a máquina digital pró-Trump funciona nos bastidores. Em declarações públicas e em vídeos, afirma que muitos criadores recebem dinheiro para promover temas conservadores, numa lógica de promoção paga.
St. Clair, que já ocupou cargos na Turning Point USA e teve encontros com figuras de alto nível, afirma que há uma coordenação entre mensagens políticas online e financiadores de campanhas. Dizia que, por detrás das postagens, há ordens, prazos e transferências que moldam o conteúdo.
Segundo a ex-influenciadora, a indústria da influência política funciona como uma rede de atalhos para ganhos financeiros, onde o “pensamento livre” não existe e as decisões são ditadas por quem paga. Afirma que muitos compromissos são motivados por lucro e visibilidade.
O que se sabe sobre o financiamento
Conforme St. Clair, criadores recebiam pagamentos por publicar mensagens alinhadas a interesses conservadores, por vezes em campanhas pagas de várias milhares de dólares. Registos de conversas com estrategas republicanos teriam mostrado pedidos para republicar conteúdos de candidatos.
A jornalista Renee DiResta descreve o fenómeno como um espaço lucrativo para quem contorna regras éticas. A académica afirma que a discutida prática serve para explicar parte da popularidade de certos conteúdos de direita online.
Repercussões entre aliados e críticos
Entre críticos de St. Clair, surgem acusações de oportunismo e ressentimento. Figuras da direita online atribuem-lhe motivação pessoal e intento de prejudicar antigos aliados, enquanto outros defendem a necessidade de expor as engrenagens de financiamento.
Na visão de alguns observadores, a situação de St. Clair evidencia uma fatia da publicidade política digital que pode escapar aos padrões de transparência questionados em campanhas eleitorais. Assuntos relacionados com divulgação de patrocínios são discutidos com maior veemência.
Contexto e impactos
A revelação ocorre num momento de desilusão entre setores da esfera mediática conservadora, com vozes como Tucker Carlson e Candace Owens a apontar para falhas de estratégia. As informações de St. Clair envolvem campanhas após o ataque ao capitólio e redes de mensagens utilizadas para influenciar eleitores.
St. Clair mantém que falará sem rodeios para expor a maquinaria que, segundo afirma, alimentou a popularidade de figuras públicas nas redes sociais. Diz que a exposição visa ajudar outros a perceberem o que está por detrás da propaganda online.
Situação atual e próximos passos
Atualmente, a ex-influenciadora divide tempo entre a criação dos seus dois filhos, os estudos universitários e a preparação para ingressar na faculdade de Direito. Afirma que a coragem de partilhar o que sabe não tem ganhos pessoais em vista, apenas a vontade de esclarecer o público.
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