- No Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, a ONU alerta para censura, perseguição judicial, violência e assassinatos de jornalistas; Guterres afirma que a liberdade se baseia na liberdade de imprensa.
- A UNESCO aponta que, desde o início de 2026, já morreram 14 jornalistas, enquanto em 2025 foram 129 ao longo do ano, segundo o CPJ.
- 85% dos crimes contra profissionais da imprensa ficam sem esclarecimento e sem julgamento, um nível de impunidade considerado inaceitável.
- O presidente da República, António José Seguro, diz que a morte de 129 jornalistas não é uma estatística, é uma acusação, e alerta para a regressão democrática e o “circo mediático”.
- A ONU aponta cerca de 330 jornalistas detidos, com mais 500 pessoas associadas aos media, mas há sinais de esperança com a libertação de Andrzej Poczobut na Bielorrússia.
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado a 3 de maio, é marcado pela ONU com um alerta sobre as ameaças que pesam sobre jornalistas, como censura, perseguição judicial, violência e assassinatos. A organização ressalva que a liberdade de imprensa sustenta direitos humanos, desenvolvimento e paz, e aponta para um aumento de profissionais mortos em zonas de conflito.
Segundo a UNESCO, 14 jornalistas perderam a vida desde o início de 2026. Em 2025, registaram-se 129 mortes de jornalistas e outros profissionais da comunicação, conforme o CPJ. A ONU também aponta que 85% dos crimes contra profissionais não são esclarecidos nem julgados, situação considerada inaceitável.
Contexto político e respostas internacionais
O Presidente da República Portuguesa participou num enquadramento institucional do Dia, defendendo que a morte de jornalistas não é apenas uma estatística, mas uma acusação sobre a qualidade da democracia mundial. Alerta para a pressão de autocracias sobre meios independentes e para a propagação de desinformação que contamina o espaço público.
O Dia motivou reacções de várias frentes. A diplomacia francesa condenou ataques a jornalistas, recordando mortes em vários cenários, incluindo Palestina, Ucrânia e Sudão, e classificou como crime de guerra o ataque deliberado a profissionais. O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês destacou também o caso de Antoni Lallican, jornalista francês morto na Ucrânia.
Detenções, libertações e casos relevantes
A ONU aponta para cerca de 330 jornalistas detidos em todo o mundo, bem como 500 profissionais de imprensa, jornalistas cidadãos e blogueiros. Por outro lado, surgem sinais de esperança com a libertação de Andrzej Poczobut, na Bielorrússia, após cinco anos de detenção.
O Dia Mundial da Liberdade de Imprensa foi instaurado pela ONU em 1993, em reconhecimento de recomendações da UNESCO e da Declaração de Windhoek, com o objetivo de promover o pluralismo e a independência dos meios.
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