- O Presidente Donald Trump afirmou num jantar privado em West Palm Beach, Florida, que vai assumir o controlo de Cuba “quase imediatamente”, depois de terminar o que chamou de “trabalho” no Irão, com um porta-aviões a chegar às Caraíbas a cerca de 100 metros da costa cubana.
- A declaração foi proferida no mesmo dia em que a Casa Branca assinou um decreto com novas sanções contra Cuba, visando vários setores e restrições a bancos e migração.
- As novas medidas atingem energia, exploração mineira, defesa e serviços financeiros, incluindo restrições a bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano.
- O governo cubano, liderado por Miguel Díaz-Canel, qualificou o bloqueio de “genocídio”; o ministro Bruno Rodríguez chamou a ação de “punição colectiva” e associou-a a uma grande manifestação em Havana.
- A escalada ocorre num contexto de pressão crescente desde janeiro, com contactos diplomáticos entre os dois países, mobilização de milhares de cubanos e discussões sobre a presença de tropas e opções militares.
Durante um jantar privado no Raymon F. Kravis Center for the Performing Arts, em West Palm Beach, Florida, Donald Trump afirmou que vai tomar o controlo de Cuba quase de imediato, após terminar o que chamou de trabalho no Irão. A declaração ocorreu num evento fechado do Forum Club.
No mesmo dia, o Presidente assinou um decreto com novas sanções contra Cuba, reforçando medidas já anunciadas no final de janeiro. As ações visam pressionar o governo cubano através de vários setores, mantendo o foco na ilha.
As autoridades cubanas reagiram. Miguel Díaz-Canel qualificou o bloqueio de genocida, enquanto Bruno Rodríguez o descreveu como punição coletiva. Em Havana, uma grande manifestação junto à embaixada dos EUA reuniu milhares de pessoas.
Novas sanções e implicações
Trump determinou restrições adicionais para fechar o acesso a recursos externos. O decreto mira os setores de energia, exploração mineira, defesa e serviços financeiros, com impacto também em bancos estrangeiros que trabalham com o governo cubano e em políticas migratórias.
O objetivo é asfixiar a economia cubana, segundo o governo norte-americano. Em resposta, Cuba tem mantido contactos diplomáticos, incluindo reuniões em Havana com representantes dos EUA em abril, e continua a apresentar a situação na ilha a nível internacional.
Contexto e desdobramentos
Desde janeiro, a pressão sobre Cuba tem vindo a aumentar. A junção de dificuldades energéticas na região, com o derrube do regime venezuelano de Maduro, tem influenciado o cenário cubano, aliado histórico e principal fornecedor de petróleo.
Trump já sinalizou, em contexto anterior, a possibilidade de uma intervenção mais assertiva se as condições não forem ajustadas. A declaração do porta-aviões nas Caraíbas foi apresentada como uma eventual demonstração de força, sem confirmação de planos concretos.
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