- Os sistemas de interceção ucranianos abateram mais de 33.000 drones russos em março, marco mensal recorde desde a invasão de 2022.
- Drones de ataque de longo alcance desenvolvidos pela Ucrânia atingiram uma refinaria de petróleo russa e um terminal no Mar Negro pela terceira vez em menos de duas semanas, levando à retirada da população local.
- A Ucrânia afirma ter desenvolvido tecnologia de drones de ponta, testada em combate, essencial para travar o exército russo e com interesse mundial.
- Drones intercetores, parte de um sistema de defesa aérea, estão a ser procurados por países do Médio Oriente e Golfo Pérsico no contexto da guerra com o Irão; o país está a aumentar o fornecimento e criou um novo comando na força aérea.
- O alcance dos ataques ucranianos foi ampliado para cerca de 1.750 quilômetros; o Ministério da Defesa russo disse ter interceptado 186 drones ucranianos durante a noite.
Os sistemas de interceção da Ucrânia abateram mais de 33.000 drones russos em março, recorde mensal desde o início da invasão de 2022, segundo o ministro da Defesa ucraniano. A ofensiva de drones de ataque também ganhou dimensão, atingindo estruturas estratégicas russas.
A Ucrânia afirma ter aumentado a capacidade de defesa aérea e de ataque com drones de fabrico nacional, permitindo responder a ataques aéreos russos e ampliar o alcance das ações ofensivas. As autoridades destacam avanços tecnológicos testados em combate.
A Ucrânia realizou dois ataques a refinarias russas no porto de Tuapse, no Mar Negro, já neste mês, levando à retirada de populações locais como precaução. As autoridades dizem ter destruído dezenas de tanques de armazenamento de petróleo.
Desempenho tecnológico e alcance de ataque
O Ministério da Defesa ucraniano informou que o alcance do ataque profundo quase triplicou desde 2022, passando de cerca de 630 para 1.750 quilómetros. A nova capacidade permite atingir alvos bem atrás das linhas inimigas.
O governo destaca que o esforço tecnológico atraiu interesse internacional, com países do Médio Oriente e do Golfo a explorarem drones intercetores como parte de estratégias de defesa. Mudanças no comando da Força Aérea foram implementadas para ampliar capacidades.
Repercussões e contexto regional
Nesta semana, o presidente finlandês afirmou que a Europa pode precisar mais da Ucrânia do que o contrário, destacando a modernidade das forças de Kiev. A Estónia também reforçou a cooperação com a Ucrânia e a adesão a UE e NATO permanece em debate entre as partes.
Líderes europeus mantêm o apoio à candidatura ucraniana à UE, embora a aceleração do processo tenha encontrado resistência. Zelenskyy tem reiterado a importância da ajuda internacional para sustentar a resistência e a recuperação do país.
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