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Estrondo e onda de choque de origem desconhecida alarmam distrito de Coimbra

Estrondo e onda de choque de origem desconhecida alarmaram o litoral Centro; autoridades não identificam causa nem registaram danos ou vítimas

A zona de Buarcos, na Figueira da Foz, foi um dos locais onde foi ouvido um forte estrondo de origem desconhecida nesta segunda-feira
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  • Um forte barulho seguido de uma onda de choque, ocorrido ao final da manhã na zona da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Cantanhede, não teve origem identificada até ao momento.
  • A ocorrência ocorreu por volta das 12h37, no parque de estacionamento exterior de uma superfície comercial em Buarcos, Figueira da Foz, e provocou abalo nos vidros do supermercado.
  • A Proteção Civil municipal não registou vítimas nem danos materiais; não houve fontes de calor detectadas e não se confirmou descargas elétricas.
  • A Força Aérea Portuguesa e o IPMA falam em ausência de evidência de um avião a sobrevoar ou de uma explosão subaquática; não há relatos de sobrevoos ou de anomalias nas redes sismológicas.
  • Vários relatos chegaram de comunidades próximas (incluindo áreas de Bunhosa, Arazede, Quiaios, Ferreira-a-Nova e Tocha), mas os responsáveis destacam que, até ao momento, não foi possível determinar a origem do fenómeno.

Um forte estrondo seguido de uma onda de choque, de origem desconhecida, alarmou o distrito de Coimbra. O fenómeno ocorreu ao final da manhã desta segunda-feira, no litoral Centro, envolvendo Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Cantanhede. Não houve feridos nem danos materiais reportados.

Pelas 12h37, no parque de estacionamento exterior de uma superfície comercial em Buarcos, Figueira da Foz, moradores registaram um barulho surdo, parecido com trovão, seguido de uma onda de choque que durou cerca de dois segundos. O chão tremeu e os vidros do supermercado abalaram.

A Proteção Civil municipal confirmou o incidente, descrevendo o evento como sem consequências. Bombeiros não registaram chamadas de emergência, e descargas elétricas não foram consideradas prováveis, dado o céu limpo naquela hora.

A Força Aérea Portuguesa afastou a hipótese de um avião de combate a atravessar a barreira do som, após contacto com a autoridade. Não houve relatos de sobrevoos ou de explosões subaquáticas perto do Mondego, como as que ocorrem noutros pontos da área.

Relatos adicionais surgiram do lado esquerdo do Mondego, na zona do porto de pesca, e em instalações da Navigator, a cerca de 10 km a sul. Também foram reportados porções de norte e nordeste do concelho, incluindo Quiaios, Ferreira-a-Nova, Tocha e Bunhosa.

O IPMA indicou ter recebido várias comunicações de bombeiros sobre o fenómeno, mas as estações sismológicas da região não registaram quaisquer eventos relevantes. As autoridades continuam a investigar a origem, sem confirmação até ao momento.

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