Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Kallas diz que cláusula de assistência mútua da UE não contraria a NATO; Trump critica aliados

Kallas afirma que a cláusula 42.7 da UE é complementar ao Artigo cinco da NATO, visando operacionalizar a assistência em cenários de pressão externa

Alta Representante Kaja Kallas.
0:00
Carregando...
0:00
  • A cláusula de assistência mútua da União Europeia (Artigo 42.7) é complementar ao Artigo 5 da NATO, segundo a Alta Representante da UE, Kaja Kallas, à Euronews.
  • A UE e a NATO podem atuar em situações diferentes, com a UE a poder fornecer ajuda militar, económica, diplomática e médica a Estados-membros sob agressão armada.
  • Kallas indicou três cenários para operacionalizar o Artigo 42.7: ataque a um país da UE não aliado da NATO, ataque a um país membro both UE e NATO, e ataques com natureza híbrida abaixo do limiar da NATO.
  • A França e o Reino Unido criaram uma força multinacional defensiva para proteger vias marítimas, numa tentativa de acalmar críticas de Donald Trump à NATO.
  • O objetivo é tornar o Artigo 42.7 eficaz, com novos encontros entre embaixadores da UE e possíveis alterações para reforçar operações navais como Aspides e Atalanta, sujeitas à unanimidade dos Estados‑Membros.

A cláusula de assistência mútua da União Europeia e a defesa coletiva da NATO são vistas como complementares por Kaja Kallas, Alta Representante da UE para a Política Externa. A afirmação foi feita à Euronews numa altura de críticas de Donald Trump à aliança transatlântica.

A UE discute como articular o artigo 42.7, que permite pedir ajuda a outros Estados-membros em caso de agressão armada. Amanhã, a UE deverá avançar com um exercício prático para clarificar responsabilidades entre membros.

Na NATO, o artigo 5.º prevê que um ataque a um aliado é considerado ataque a todos, com a força militar como opção para restaurar segurança na região do Atlântico Norte. A publicação de Kallas destaca que os artigos são compatíveis e que a UE tem um pilar forte dentro da NATO.

A cimeira informal da UE em Chipre consolidou o debate sobre o funcionamento do 42.7, com o presidente cipriota a exigir um manual operativo para tornar a UE credível como garante de segurança. A ideia é que a UE possa agir rapidamente em caso de agravamento da crise regional.

Chipre é um caso particular, já que não integra a NATO, dependendo da assistência mútua da UE para cenários de defesa. Kallas explicou que os cenários a estudar abrangem ataques a estados não aliados, a países membros de ambos os blocos e ataques híbridos.

A reunião entre embaixadores da UE em Bruxelas está prevista em breve, com foco na operacionalização do 42.7. O objetivo é definir quem faz o quê, quais opções existem e como cooperar de forma eficaz.

A atenção internacional recai sobre a relação UE-NATO, especialmente após a ameaça de Trump de retirar os EUA da aliança. França e Reino Unido já avançaram com uma força multinacional estritamente defensiva para proteção de vias marítimas, ainda sem consenso entre todos os parceiros.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais