- O interesse dos europeus em viagens intraeuropeias permanece elevado, com 82% a planear viajar nesta primavera–verão, mas a segurança tornou‑se a principal preocupação (22%, +4 p.p. vs o ano anterior).
- As preocupações com a segurança afetam mais os viajantes mais velhos, com 45% de quem tem mais de 54 anos a temer pelo destino, frente a 33% entre os jovens de 18 a 24 anos.
- Apesar da vontade de viajar, os viajantes mostram maior cautela nos gastos: 3% a mais planeiam estadias de quatro a seis noites; há uma diminuição de 5% nas intenções de ficar sete a 12 noites.
- Orçamentos também ficaram mais moderados: 6% dos inquiridos querem gastar até 1.000 euros, enquanto 9% menos pretendem gastar 1.500 euros ou mais.
- A recuperação de preços de bilhetes é significativa, com tarifas médias na classe económica a subir 24% face ao ano anterior; companhias aéreas europeias, incluindo a Lufthansa, estão a reduzir rotas de verão por custos de combustível.
- As autoridades europeias monitorizam os impactos nas rotas e nos fluxos de aviação, diante das tensões no Estreito de Ormuz que afetam o fornecimento de petróleo e gás.
O aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente está a influenciar as decisões de viagem dos europeus. Apesar de o interesse por voar ter aumentado, a segurança tornou-se uma prioridade cada vez mais presente nas escolhas de destino.
Um estudo da European Travel Commission indica que 82% dos europeus planeiam viajar na primavera e verão, porém 22% colocam a segurança do destino em primeiro lugar, aumento de 4% face ao ano passado. O grupo com mais de 54 anos está mais preocupado.
As perturbções na região têm impacto nos custos das viagens. O estudo revela maior atenção aos orçamentos, com mais viajantes a optar por estadias curtas e a distribuir melhor o gasto entre quatro a seis noites. O teto de 1000 euros é aceite por mais pessoas; já os que ambicionavam 1500 euros ou mais diminuíram.
Segurança e custos dominam as escolhas
A subida das tarifas tem sido notória, com bilhetes médios de classe económica 24% acima do ano anterior, segundo a consultora Teneo. Ainda assim, viajantes mais velhos mostram disposição para investir mais no tempo de estadia e no orçamento.
As perturbações afetam também a oferta. Várias transportadoras europeias, entre elas a Lufthansa, estão a reduzir rotas de verão para cortar custos com combustível e abandonar voos economicamente inviáveis.
Numa intervenção recente, o Comissário Europeu para os Transportes Sustentáveis e o Turismo afirmou que as reservas de emergência de combustível na UE podem ser liberadas apenas se necessário, dada a dependência de importações.
O confronto entre o Irão e os EUA no Estreito de Ormuz intensifica-se, limitando o fluxo de petróleo por uma via estratégica. O cenário aumenta a incerteza em mercados de energia e pode manter a pressão sobre o setor da aviação na região.
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