- O primeiro-ministro recebe, às 15h, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, após um Conselho de Ministros extraordinário convocado para a manhã.
- Machado esteve em Madrid entre sexta-feira e sábado, criticando Pedro Sánchez e líderes progressistas, ao mesmo tempo que elogiou Donald Trump e afirmou coordenar com Washington o regresso à Venezuela.
- Em conferência de imprensa em Madrid, afirmou que a Cimeira da Democracia, em Barcelona, mostrou que um encontro com Sánchez não era aconselhável, reagindo a declarações do presidente colombiano Gustavo Petro.
- A dirigente disse ter estado em Espanha por facto providencial, descrevendo reuniões com líderes conservadores espanhóis, sem contactos com o Governo socialista.
- Machado afirmou que está a discutir com Washington o seu regresso à Venezuela, assumindo riscos, e agradeceu a atuação dos EUA, referindo a operação que levou à captura de Nicolás Maduro; acusou a presidente venezuelana Delcy Rodríguez de representar o caos.
Mariá Corina Machado está em Portugal para um encontro com Montenegro, marcado para as 15h desta quarta-feira, logo após um Conselho de Ministros extraordinário. O objetivo deste encontro ainda não foi detalhado pelas partes envolvidas. A reunião ocorre no contexto de críticas a políticas venezuelanas e de relações com aliados internacionais.
A líder da oposição venezuelana esteve em Madrid entre sexta e sábado, onde criticou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez e líderes de esquerda latino-americanos. Em contrapartida, elogiou o presidente dos EUA, Donald Trump, e afirmou estar a coordenar com Washington o seu regresso à Venezuela.
Machado explicou que a presença em Espanha coincidiu com encontros com governantes conservadores, mas não com o Governo espanhol. Em Madrid, justificou que o encontro na Catalunha com representantes de diferentes espectros não foi intencional, mas providencial para os seus objetivos políticos.
A dirigente venezuelana assumiu uma postura menos confrontacional com os Estados Unidos, destacando que Trump foi o único líder a arriscar a vida pela liberdade da Venezuela. Agradeceu a atuação norte-americana, aludindo à operação que resultou na captura de Nicolás Maduro, em janeiro.
Sobre a atual presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, Machado acusou-a de representar caos, violência e terror. Defendeu uma via de transição pacífica, distinguindo o seu movimento das ações do governo em exercício.
No âmbito da agenda em Portugal, Machado não confirmou detalhes sobre a cooperação com Montenegro. Mantém o foco em fortalecer alianças internacionais que, segundo afirma, ajudam a sustentar a oposição venezuelana.
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