- A Amnistia Internacional acusa Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin de tentarem impor uma ordem mundial anti-direitos humanos.
- O relatório anual sobre direitos humanos de 2025 alerta para ataques ao multilateralismo, ao direito internacional e à sociedade civil.
- A responsável Agnès Callamard destaca que a situação é impulsionada sobretudo por Trump e Netanyahu, que podem não estar dispostos a permanecer no poder por muito tempo.
- A organização aponta a guerra no Irão, iniciada por ataques dos EUA e de Israel a 28 de fevereiro, como exemplo de retrocesso do direito internacional.
- O texto defende resistência global para impedir a instalação de uma nova ordem, com ataques de Estados poderosos e de empresas contrários aos direitos humanos.
A Amnistia Internacional acusou os líderes dos EUA, Donald Trump, de Israel, Benjamin Netanyahu, e da Rússia, Vladimir Putin, de promover uma ordem mundial que impede o respeito dos direitos humanos. O relatório anual analisa o ano de 2025 e aponta um enfraquecimento do multilateralismo, do direito internacional e da sociedade civil.
A organização afirma que o atual momento é marcado por ataques transnacionais contra direitos humanos, com governos que buscam dominar através de violência e repressão generalizadas. Asecretária-geral Agnès Callamard destacou a gravidade do cenário, descrito como o mais desafiante da era contemporânea.
Callamard explicou que a situação é impulsionada sobretudo por Trump e Netanyahu, que não pretendem manter o poder por longo prazo, o que, segundo a instituição, acelera a erosão de normas internacionais. O relatório associa ações de ambos a uma deterioração do direito internacional.
A guerra no Irão, iniciada após um ataque conjunto dos EUA e de Israel, é apresentada pela Amnistia como parte de uma trajetória de ilegalidades que desencadearam retaliação iraniana e amplia ataques contra civis e infraestruturas civis na região.
A organização aponta que países, empresas e movimentos contrários aos direitos humanos acabam por afetar populações globais e comprometer o sustento de milhões. O texto sustenta que a desvalorização das instituições essenciais facilita a ascensão de uma nova ordem mundial.
Apesar do esforço de manifestantes, ativistas e organismos internacionais, o relatório alerta para o risco de uma era mais perigosa se não houver resistência coletiva. A Amnistia chama governos, organismos internacionais e sociedade civil a agir para impedir a instalação de uma nova ordem.
Callamard recorda que, ao longo de anos, a instituição tem denunciado a erosão dos direitos humanos e o cumprimento seletivo do direito internacional. O relatório sustenta que a combinação de dois pesos e medidas fragiliza o sistema multilateral e a responsabilização internacional.
Segundo a responsável, o momento atual traduz um ataque direto aos alicerces dos direitos humanos e da ordem internacional baseados em regras, promovido por atores muito poderosos com objetivos de domínio, impunidade e lucro. A instituição defende uma resposta coordenada e firme de conjunto.
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