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Teerão promete resposta rápida após apreensão de navio com pavilhão iraniano

Washington mantém o bloqueio naval aos portos do Irão; a apreensão do cargueiro perto de Ormuz aumenta tensões e coloca em risco o cessar-fogo

Petroleiros ancorados no Estreito de Ormuz, ao largo da costa da ilha de Qeshm, no Irão, sábado, 18 de abril de 2026
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  • Os Estados Unidos afirmaram ter atacado e apreendido o cargueiro de bandeira iraniana Touska, após alegarem que tentou escapar ao bloqueio perto do Estreito de Ormuz.
  • Teerão prometeu reagir, colocando em risco o cessar-fogo frágil que estava em vigor há poucos dias.
  • O incidente ocorreu pouco depois de o Irão ter decidido reabrir temporariamente o estreito ao tráfego marítimo, decisão que posteriormente voltou a ser contestada.
  • Os preços do petróleo subiram, com o Brent a iniciar-se nos 95 dólares por barril.
  • Os Estados Unidos anunciaram o envio de uma equipa de negociação a Islamabad, liderada pelo vice-presidente, para segunda ronda de conversações com o Irão.

Oxigênio de tensão no Golfo: os EUA afirmam manter o bloqueio naval contra portos iranianos, apesar de um cessar-fogo em vigor. O Irão retomou a decisão de não abrir totalmente o Estreito de Ormuz e disparou contra navios que tentam transitar.

O cargueiro de pavilhão iraniano Touska foi interceptado perto do Estreito de Ormuz, segundo fontes norte-americanas. A marinha dos EUA declarou ter apreendido o navio após tentativas de fuga ao bloqueio. Não houve confirmação oficial de feridos.

O Comando Central dos EUA relatou que o contratorpedeiro envolvido emitiu avisos durante várias horas antes da intercepção. Um navio sancionado pelos EUA permanecia sob custódia, sem detalhes sobre danos a bordo.

Anteriormente, o Irão qualificou a ação como violação de tréguas e pirataria, aumentando as tensões em plena fase de cessar-fogo. Os combustíveis e o petróleo já reagiam com subida nos preços globais.

Reações e desdobramentos diplomáticos

Washington informou envio de uma equipa de negociação a Islamabad, liderada pelo vice-presidente JD Vance, para nova ronda com Teerão. A missão visa fechar lacunas e chegar a um acordo abrangente para terminar as hostilidades.

O Irão não confirmou a segunda ronda de negociações, mas a imprensa estatal sugeriu dúvidas sobre a realização. Contactos entre Teerão e Islamabad ocorreram, com relatos de cautela sobre intenções de Washington.

Paralelamente, a imprensa iraniana noticiou uma conversa telefónica entre o presidente do Irão e o primeiro-ministro paquistanês, em meio a preocupações sobre novas propostas norte-americanas. Mediadores também reforçavam a segurança em Islamabad.

O Paquistão indicou preparativos para a segunda ronda de negociações, com equipas de segurança avançadas a chegar à região. Entre as partes, persiste um hiato sobre questões-chave como enriquecimento nuclear e o controlo do Estreito de Ormuz.

Impacto económico

A incerteza elevou o preço do petróleo, com o Brent a iniciar o dia em torno de 95 dólares por barril, acima da faixa anterior. Analistas apontam que o estreito continua a ser uma via de fornecimento crucial.

Especialistas destacam que cerca de um quinto do comércio mundial de petróleo usa o estreito, incluindo fertilizantes, gás natural e ajuda humanitária. A situação mantém-se sob observação internacional.

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