- Viktor Orbán deu a primeira entrevista desde a derrota do Fidesz, no domingo dia 12 de abril, reflectindo sobre as lições do resultado.
- Não respondeu claramente se se vai demitir, dizendo apenas que a derrota foi clara e que a comunidade de direita não pode continuar igual.
- Admitiu que houve uma “montanha russa emocional” e que a derrota deverá explicar-se pela elevada afluência às urnas; está a fazer terapia ocupacional para recuperar.
- Criticou o atraso na construção do Paks 2, dizendo que foi uma falha grave do governo que poderia ter ajudado a economia húngara.
- Anunciou que o Fidesz vai realizar um congresso de renovação com a primeira fase a terminar até ao verão e que está disposto a assumir responsabilidades, reconhecendo que a mensagem da oposição foi forte.
Viktor Orbán descreveu a derrota do Fidesz nas eleições parlamentares de domingo, 12 de abril, como um marco emocional e político. O primeiro-ministro cessante afirmou que a vitória expressa uma derrota clara para o seu partido, e que a antiga forma de fazer política não pode continuar.
O chefe do governo não deu uma resposta definitiva sobre a sua demissão da presidência do Fidesz. Ressalvou que o recuo eleitoral exige mudanças e que a comunidade de direita não pode manter-se como até hoje. Afirmou ainda que uma nova era política está a nascer, e que está ao serviço desse processo.
Orbán reconheceu uma responsabilidade histórica pelo resultado, citando falhas históricas no âmbito económico, como o atraso na construção do projeto Paks 2. Disse que a elevada afluência às urnas contribuiu para a derrota e que está a tratar-se de uma montanha-russa emocional.
Renovação interna do Fidesz
O ainda chefe do governo indicou a realização de um congresso de renovação e revelou que a primeira fase de uma renovação completa deverá terminar no verão. Afirmou que a bancada e voluntários do partido vão manter o apoio necessário para enfrentar um período de incerteza.
Relativamente ao apoio aos eleitores que votaram no partido, Orbán afirmou que não se pode considerar que o país rejeitou por completo o governo do Fidesz. Atribuiu conquistas como o crédito de 3% para habitação, subsídios a serviços públicos e isenções fiscais para mães, ressaltando conquistas sociais e económicas.
O premier cessante declarou que vai assumir responsabilidade pelo resultado e pela comunicação falhada, reconhecendo que a mensagem da oposição foi mais eficaz. Disse ainda que pretende fortalecer a coesão interna para enfrentar críticas públicas.
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