Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Orbán reage à derrota nas eleições parlamentares húngaras: senti dor e vazio

Primeiro-ministro húngaro admite derrota clara do Fidesz e promete renovar o partido, mantendo-se disponível para apoiar novos movimentos da direita

Viktor Orbán despede-se na noite da derrota eleitoral
0:00
Carregando...
0:00
  • Viktor Orbán deu a primeira entrevista desde a derrota do Fidesz, no domingo dia 12 de abril, reflectindo sobre as lições do resultado.
  • Não respondeu claramente se se vai demitir, dizendo apenas que a derrota foi clara e que a comunidade de direita não pode continuar igual.
  • Admitiu que houve uma “montanha russa emocional” e que a derrota deverá explicar-se pela elevada afluência às urnas; está a fazer terapia ocupacional para recuperar.
  • Criticou o atraso na construção do Paks 2, dizendo que foi uma falha grave do governo que poderia ter ajudado a economia húngara.
  • Anunciou que o Fidesz vai realizar um congresso de renovação com a primeira fase a terminar até ao verão e que está disposto a assumir responsabilidades, reconhecendo que a mensagem da oposição foi forte.

Viktor Orbán descreveu a derrota do Fidesz nas eleições parlamentares de domingo, 12 de abril, como um marco emocional e político. O primeiro-ministro cessante afirmou que a vitória expressa uma derrota clara para o seu partido, e que a antiga forma de fazer política não pode continuar.

O chefe do governo não deu uma resposta definitiva sobre a sua demissão da presidência do Fidesz. Ressalvou que o recuo eleitoral exige mudanças e que a comunidade de direita não pode manter-se como até hoje. Afirmou ainda que uma nova era política está a nascer, e que está ao serviço desse processo.

Orbán reconheceu uma responsabilidade histórica pelo resultado, citando falhas históricas no âmbito económico, como o atraso na construção do projeto Paks 2. Disse que a elevada afluência às urnas contribuiu para a derrota e que está a tratar-se de uma montanha-russa emocional.

Renovação interna do Fidesz

O ainda chefe do governo indicou a realização de um congresso de renovação e revelou que a primeira fase de uma renovação completa deverá terminar no verão. Afirmou que a bancada e voluntários do partido vão manter o apoio necessário para enfrentar um período de incerteza.

Relativamente ao apoio aos eleitores que votaram no partido, Orbán afirmou que não se pode considerar que o país rejeitou por completo o governo do Fidesz. Atribuiu conquistas como o crédito de 3% para habitação, subsídios a serviços públicos e isenções fiscais para mães, ressaltando conquistas sociais e económicas.

O premier cessante declarou que vai assumir responsabilidade pelo resultado e pela comunicação falhada, reconhecendo que a mensagem da oposição foi mais eficaz. Disse ainda que pretende fortalecer a coesão interna para enfrentar críticas públicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais