- Mariana Leitão, presidente da IL, desafiou Luís Montenegro a levar já para o Parlamento o pacote laboral do Governo.
- A reunião da Concertação Social para debater as alterações à legislação laboral está marcada para quinta-feira, sem acordo ainda.
- A líder liberal diz ter havido cinquenta reuniões sem entendimento e questiona se Montenegro terá coragem de apresentar o pacote.
- Montenegro afirmou ser um governo de concertação e reiterou o compromisso com o diálogo, citando que na Administração Pública já foram assinados trinta e nove acordos.
- O Governo justifica as alterações pela valorização de vinte e nove carreiras, conforme apresentado pelo Executivo.
A presidente da IL, Mariana Leitão, desafiou Luís Montenegro a apresentar já no Parlamento o pacote laboral proposto pelo Governo, afirmando que é pouco provável chegar a acordo nas atuais negociações com os parceiros sociais. A reunião da Concertação Social está marcada para quinta-feira.
A disciplina do debate abriu ao abrir o debate quinzenal no parlamento, com Leitão a questionar Montenegro sobre a disponibilidade de levar a proposta governamental para votação. A líder liberal alertou para o histórico de mais de 50 reuniões sem consenso.
Mais tarde, Montenegro respondeu, defendendo as alterações do Governo e reiterando o compromisso de diálogo. O chefe do Executivo lembrou que o Governo tem um historial de acordos no setor público, destacando 39 entendimentos já assinados no âmbito do diálogo social, que visam a valorização de várias carreiras.
Contexto
A Concertação Social continua sem acordo sobre as alterações à legislação laboral, que dependem de negociações com os parceiros sociais. A reunião de quinta-feira deverá discutir pontos-chave do pacote, com o Governo a enfatizar a necessidade de avanços enquanto as posições permanecem divergentes.
Desdobramentos
A iniciativa de Leitão surge numa altura em que o Governo tenta fechar um pacote laboral ampliado. O ambiente no Parlamento permanece tenso, com as partes a negociar temas sensíveis para trabalhadores e empregadores, num quadro de escrutínio político intenso.
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