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Magyar promete encerrar TV estatal húngara acusando-a de propaganda norte-coreana

Magyar promete suspender o sinal da televisão pública húngara após confronto em direto, acusando-a de propaganda ao estilo norte-coreano e de falsas alegações sobre a família

Peter Magyar fala aos meios de comunicação social em Budapeste, Hungria, segunda-feira, 13 de abril de 2026, depois de derrotar o partido do Primeiro-Ministro Viktor Orban nas eleições parlamentares do país.
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  • O primeiro-ministro eleito da Hungria, Péter Magyar, disse que quer suspender o sinal do canal estatal após a formação do governo, em resposta a uma hostil intervenção na televisão pública.
  • Magyar acusou a MTVA de difundir propaganda “ao estilo norte-coreano” e de divulgar alegações falsas sobre a sua família durante a campanha.
  • Foi a primeira aparição de Magyar no canal nacional em dezoito meses, após a MTVA ter alegado ter feito vários convites durante a campanha.
  • O líder do Partido Tisza insiste que a imprensa estatal é tendenciosa contra o seu movimento e prometeu criar condições independentes, objetivas e isentas de propaganda.
  • O apresentador negou as acusações sobre insultos à família, enquanto Magyar comparou a MTVA aos meios de comunicação estatais norte-coreanos; o caso ecoa medidas similares tomadas na Polónia.

Péter Magyar, primeiro-ministro eleito da Hungria, anunciou a intenção de suspender o sinal da televisão pública após um confronto direto na emissora. A intervenção ocorreu na manhã de quarta-feira, em contexto de campanha eleitoral.

O Partido Tisza, que venceu as eleições no último domingo, tem acusado repetidamente os media estatais de favorecer a sua oposição. Magyar afirmou que a gestão pública de informação representa uma forma de propaganda e prometeru encerrar essa prática após formar o governo.

A entrevista com Magyar, a sua primeira no canal estatal em 18 meses, ocorreu após várias tentativas de convite que, segundo a MTVA, foram feitas durante a campanha. O novo líder manteve o tom firme e contestou a imparcialidade da cobertura.

Magyar descreveu a estação como uma fábrica de mentiras que deve terminar com o novo governo, sugerindo a necessidade de condições de imprensa independentes. A crítica incluiu acusações de falsas informações sobre a sua família durante a campanha, que o apresentador contestou.

O apresentador da MTVA negou as acusações de que a emissora tenha infringido leis e recordou que a programação já abordou uma vasta gama de assuntos, incluindo reportagens sobre a Alemanha e rumores sobre acesso à Internet e vida pessoal.

Contexto político e possíveis desdobramentos

Observa-se parallels com medidas tomadas por aliados na região, nomeadamente na Polónia, onde ações radicais contra a imprensa estatal resultaram em cortes de sinais e demissões.

O comentário de Magyar insere a Hungria num debate regional sobre a independência da comunicação pública, com o foco em transformar a MTVA num serviço público mais autónomo após a tomada de posse.

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