- A China apresentou um plano de dez pontos para reforçar laços com Taiwan, incluindo a retoma de voos diretos e a facilitação de importações agrícolas e das pescas.
- O plano foi anunciado após a reunião entre o presidente Xi Jinping e Cheng Li-wun, líder do Kuomintang, primeira visita de um líder do KMT à China em cerca de dez anos.
- Cheng descreveu a deslocação como histórica para a paz; Pequim também indicou a entrada de séries taiwanesas consideradas adequadas e o aumento de intercâmbios entre jovens.
- O Governo taiwanês criticou o plano, qualificando-o de transação política entre o Kuomintang e o Partido Comunista Chinês, e pediu negociação entre governos em igualdade.
- Xi advertiu contra avanços rumo à independência de Taiwan; a reunião ocorre antes de a cimeira de meados de maio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A China anunciou, no domingo, medidas para reforçar os laços com Taiwan, incluindo o aumento de voos diretos e a facilitação de importações agrícolas, após a reunião entre o presidente Xi Jinping e a líder da oposição taiwanesa. A operação surgiu na sequência da visita de Cheng Li-wun, líder do Kuomintang, o principal partido de oposição em Taiwan, a Pequim.
O plano de dez pontos prevê a retomada plena dos voos diretos de passageiros através do Estreito de Taiwan e medidas para facilitar a entrada de produtos agrícolas e pesqueiros oriundos da ilha. A iniciativa surge junto de propostas para permitir importação de séries televisivas taiwanesas consideradas adequadas e para promover intercâmbios entre jovens.
Cheng descreveu a deslocação como uma viagem histórica para a paz, num contexto de tensões entre Pequim e Taiwan. A China também revelou a intenção de explorar um mecanismo regular de comunicação entre o Partido Comunista Chinês e o KMT.
Reações e contexto regional
O Governo taiwanês criticou o plano, qualificando-o como uma transação política entre o KMT e o Partido Comunista. O Conselho de Assuntos do Continente defendeu que questões entre os dois lados devem ser tratadas entre governos, em condições de igualdade e dignidade.
Durante o encontro, Xi advertiu contra qualquer avanço rumo à independência de Taiwan, classificando-a como o principal fator de desestabilização no estreito. A reunião ocorre numa altura de aproximação estratégica entre China e Taiwan, ainda que sem resolver as diferenças políticas.
Perspectivas futuras
Analistas citados pela imprensa internacional apontam que as medidas visam apresentar a paz no estreito como possível, ainda que gerem ceticismo entre a sociedade taiwanesa. A cimeira entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para meados de maio, pode influenciar a política de Washington sobre Taiwan, incluindo a venda de armamento.
Entre na conversa da comunidade