- A Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte de Extremadura & Beira Baixa afirma que não há mais desculpas para atrasos na construção do IC31, que ligaria Castelo Branco a Moraleja.
- O objetivo é começar as obras ainda este ano, para concluir cerca de 72 quilómetros pendentes entre Castelo Branco e Moraleja e ligar a Beira Baixa a Lisboa-Madrid por autoestrada.
- A plataforma vai promover uma manifestação pacífica a 20 de maio na ponte internacional de Monfortinho e apresentar um pedido formal aos grupos parlamentares de Extremadura e de Portugal.
- Pretendem uma reunião entre a presidente do governo da Extremadura e o primeiro-ministro português (ou o ministro das Infraestruturas e Habitação) para coordenar os projetos e acelerar decisões.
- O presidente da Câmara de Castelo Branco admite que o milhão de euros no Orçamento de Estado é insuficiente e espera que, em 2027, as máquinas já estejam no terreno.
A Aliança Territorial Europeia Norte de Extremadura & Beira Baixa afirmou, em Castelo Branco, que não haverá mais atrasos nem desculpas para a construção do IC31, a ligação rodoviária entre Lisboa e Madrid pela Beira Baixa e pelo Norte de Extremadura. O objetivo é iniciar as obras já este ano.
Segundo o porta-voz Francisco Martín, a mensagem é de cansaço com a baixa implementação da infraestrutra, que já levou a perda de população na região. A ATE defende a conclusão de 72 quilómetros pendentes entre Castelo Branco e Moraleja.
A iniciativa reúne atores de Portugal e Espanha na quarta sessão da ATE Norte de Extremadura & Beira Baixa, que ocorreu em Castelo Branco. O foco é acelerar a construção do IC31, ligando a A23 à fronteira com as Termas de Monfortinho.
Para já, a plataforma propõe a conclusão do segmento entre Lisboa e Madrid, com a ligação entre a A23 e Monfortinho, em termos de autoestrada. Este eixo integra o traçado mais amplo de 600 quilómetros entre as duas capitais.
Entre as primeiras ações anunciadas, a ATE planeia uma manifestação pacífica no dia 20 de maio, na ponte internacional de Monfortinho, Idanha-a-Nova. Seguirá o envio de um pedido formal a quatro grupos parlamentares da Extremadura e a sete grupos na Assembleia da República.
A organização sublinha que o tema não tem cor política e releva a igualdade de oportunidades entre as regiões. O objetivo é convencer decisores a avançar com os projetos sem promessas, e com ações concretas.
O anfitrião da reunião, o presidente da Câmara de Castelo Branco, informou que o governo português está a trabalhar nos projetos. No entanto, reforçou que o orçamento atual não é suficiente para o empreendimento.
O presidente da CIM Beira Baixa questionou o que falta para a aprovação, após ouvir diversas intervenções. Prometeu que a cooperação entre governos é central para avançar com a infraestrutura.
O líder da CIM Beira Baixa também pediu decisões práticas e a participação visível de máquinas no terreno, admitindo que o objetivo é ver o IC31 em perfil de autoestrada tornar-se realidade.
O presidente da CIM Beira Baixa e da Câmara de Proença-a-Nova reforçou a importância estratégica da obra para Portugal e Espanha, expressando otimismo de que, em 2027, as máquinas estejam no terreno.
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