- Primeiro ovo com embrião de Lystrosaurus foi encontrado na África do Sul, com around 250 milhões de anos.
- O ovo fossilizado foi examinado por raios X no Laboratório Europeu de Radiação Sincrotrónica, o que confirmou o embrião e sugeriu que o animal não produzia leite.
- Os ovos eram relativamente grandes em relação ao tamanho do corpo, o que indica ausência de lactação e maior resistência à desidratação.
- Os filhotes teriam nascido precocemente, capazes de alimentarem-se sozinhos e escapar a predadores.
- A descoberta oferece a primeira evidência directa de que antepassados dos mamíferos punham ovos, ajudando a entender as origens da reprodução mamífera e a adaptação a ambientes extremos.
Um ovo fossilizado com um embrião de Lystrosaurus foi encontrado na África do Sul, representando a primeira prova direta de que os antepassados dos mamíferos punham ovos. O achado tem cerca de 250 milhões de anos e é analisado num estudo publicado na PLoS One.
A pesquisa sugira que o Lystrosaurus, herbívoro ancestral, não produzia leite para as crias. O embrião está dentro de um ovo fossilizado, detectado com raios X de alta intensidade no ESRF, na França, o que permitiu observar ossos muito delicados.
O ovo apresentava casca provávelmente mole e era relativamente grande em relação ao corpo do animal, o que indica uma estratégia de reprodução diferente das mamíferas modernas. Ele também pôde ter favorecido a conservação da umidade em ambientes áridos.
Metodologia e implicações
Os autores, da Universidade de Witwatersrand, destacam que a reprodução por ovos representa uma mudança significativa na compreensão da evolução. A descoberta amplia o conhecimento sobre a transição entre répteis e mamíferos.
Os resultados sugerem que filhotes eram precoces, capazes de se alimentar sozinhos logo após o nascimento, o que contribuía para a sobrevivência numa era de grandes oscilações climáticas. O Lystrosaurus prosperou após a extinção de 252 milhões de anos.
Este achado é relevante para debates sobre resiliência evolutiva frente a mudanças ambientais extremas. A conservação de ovos grandes pode ter sido uma vantagem em ambientes seco e instáveis.
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