- O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições legislativas, descrevendo-a como “dolorosa”, encerrando 16 anos no poder, e felicitou o vencedor, Péter Magyar.
- Orbán disse que vai servir a nação húngara e a pátria também na oposição, após o telefonema de felicitações ao adversário.
- O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, aparece à frente com potencial de até 128 lugares dos 199 no parlamento húngaro.
- O Partido Fidesz, de Orbán, surge como segunda força, com até 59 lugares; o Movimento Nossa Pátria pode obter oito lugares.
- A votação enfrenta queixas de fraude eleitoral e o recenseamento de votos no estrangeiro pode atrasar os resultados finais; a participação atingiu 77,8%.
O primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições legislativas de hoje, descrevendo o resultado como doloroso e encerrando 16 anos no poder. Em Budapeste, dirigiu-se aos apoiantes e afirmou que o governo continuará a servir a nação, mesmo na oposição.
O líder da oposição, Péter Magyar, confirmou ter recebido um telefonema de Orbán a reconhecer a derrota após os resultados oficiais preliminares. Magyar disse estar cautelosamente otimista no momento, junto do seu comité de campanha.
O partido Tisza, liderado por Péter Magyar, surge na dianteira com perspetiva de até 128 lugares dos 199 do parlamento. O Fidesz, de Orbán, fica em segundo com até 59 lugares, enquanto o Movimento Nossa Pátria pode eleger oito deputados.
Resultados e contagens
Com 29% dos votos apurados, o Tisza já contava com cerca de 50% dos votos, contra 41% para o Fidesz. Os números devem evoluir à medida que mais de votos são contabilizados.
As duas formações indicaram terem recebido inúmeras queixas de fraude eleitoral, o que pode atrasar a divulgação dos resultados finais. Além disso, há votos emitidos no estrangeiro a serem contabilizados, o que pode prolongar a contagem.
A participação registada até as 18h30 locais foi de 77,8%, um nível recorde. O atraso na determinação do resultado pode ocorrer devido à contabilização de votos no estrangeiro, que pode demorar até uma semana.
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