- Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições legislativas da Hungria, com a contagem a favorecer o opositor Péter Magyar, líder do partido Tisza.
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- A participação registou um recorde, com 77,8% dos cidadãos a votar; já cerca de 72% dos votos estavam contados, com Magyar em 53%.
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- A leitura atual aponta para o Tisza obter 138 assentos no parlamento, cinco a mais do que o suficiente para uma maioria de dois terços.
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- Magyar disse ter recebido a felicitidade de Orbán por telefone; admitiu que a derrota é dolorosa, mas clara.
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- Reações internacionais incluíram parabenizações de Ursula von der Leyen e Roberta Metsola; nos últimos dias, os Estados Unidos manifestaram apoio a Orbán.
Viktor Orbán reconheceu esta noite a derrota nas eleições legislativas da Hungria, realizadas neste domingo. O resultado ainda está a ser apurado, mas aponta para uma vitória expressiva de Péter Magyar, líder do partido de oposição Tisza.
O escrutínio registou um recorde de participação, com 77,8% dos eleitores a votar. Já foram contados cerca de 72% dos votos, com Magyar a angariar 53% a favor. Estima-se que o Tisza obtenha 138 assentos, superando a maioria de dois terços necessária.
Reação de Magyar e de Orbán
Magyar afirmou ter sido congratulado por Orbán por telefone. Na sua primeira comunicação, durante a contagem, reconheceu que a derrota é dolorosa, mas clara, e que a responsabilidade de governar ainda não chegou. O líder do Fidesz apontou manter oposição e prometeu não dececionar quem votou.
O presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou Magyar, afirmando que a Hungria escolheu a Europa e que a União se fortalece com o novo governo. Roberta Metsola, líder do Parlamento Europeu, reiterou que o lugar da Hungria é no coração da Europa.
Contexto político e perspetivas europeias
Esta é a estreia de Magyar no cargo de primeiro-ministro, após quatro mandatos de Orbán. Europeia e nacionalmente, os dois polos defendem visões distintas. Orbán tem histórico de confronto com instituições europeias; Magyar prometeu lealdade à União Europeia e à NATO, com posições distintas sobre a Ucrânia.
À escala internacional, os Estados Unidos manifestaram apoio ao governo de Orbán. O vice-presidente JD Vance esteve em Budapeste e participou num discurso, num telefonema a Donald Trump a pedir elogios ao trabalho realizado pelo aliado.
Trajetória recente
Magyar afastou-se do Fidesz em 2024 após um escândalo de corrupção que levou à demissão da então ministra da Justiça, Judit Varga, com quem estava casado. Desde então liderou o partido da oposição, obtendo perto de 30% dos votos nas europeias de 2024.
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