- José Maria Neves, presidente de Cabo Verde, visita Portugal a partir do dia 20 de abril, antes das eleições legislativas de 17 de maio.
- Reitera preocupação com regras mais restritas de imigração na Europa, defendendo os interesses da diáspora cabo-verdiana.
- Mantém otimismo no multilateralismo, na Carta das Nações Unidas e no direito internacional, apesar de tensões internacionais.
- Avisa que a situação do Tarrafal como Património da Humanidade da UNESCO está adiantada e espera a confirmação ainda nesta década.
- As relações com Portugal são excelentes; discutem evacuação de doentes e a necessidade de novos mecanismos, com encontro previsto com António José Seguro entre 20 e 25 de abril.
José Maria Neves, presidente de Cabo Verde, chega a Portugal a partir de 20 de abril, em antecipação às eleições legislativas de 17 de maio. Em território lusitano, aborda temas como imigração, governança global e relações bilaterais.
Durante a estadia, o líder cabo-verdiano revela preocupação com regras de imigração mais restritivas em Portugal e na UE. Defende a mobilidade humana como estratégica para Cabo Verde, país com diáspora extensa.
Neves mantém um tom otimista sobre o multilateralismo e o direito internacional, mesmo diante de tensões no cenário global. Frisa a importância da ONU e de acordos multilaterais para a paz.
Tarrafal e UNESCO
O presidente afirma que o reconhecimento do Tarrafal como Patrimônio da Humanidade está próximo. Reúne-se com responsáveis da UNESCO para acelerar o processo ainda nesta década.
Relações com Portugal e contatos políticos
Afirmando relações excelentes entre ambos os países, aponta discordâncias pontuais sobre discurso anti-imigração. Anuncia encontro em abril com António José Seguro e o convite para uma visita de Estado a Cabo Verde.
Desafios económicos e transportes
Cabo Verde é descrito como vulnerável a choques externos e inflação, com impactos nos transportes inter-ilhas. Neves aponta descontinuidades de políticas durante mudanças de governo como entrave ao desenvolvimento.
Visas, EUA e diáspora
Sobre vistos para os EUA, defende diálogo constante com a Administração para esclarecer que os cabo-verdianos não representam ameaça. Enaltece a contribuição da diáspora, sobretudo nos EUA.
Eleições e futuro político
Questionado sobre recandidatura, afirma não ter militância política atual e diz avaliar o contexto pós-legislativas para decidir. Mantém foco no serviço público e na utilidade para Cabo Verde.
Futebol e diaspora
Aposta numa boa participação de Cabo Verde no Mundial, com apoio da diáspora. Enfatiza que a seleção representa o país com dignidade, mesmo sendo pequeno.
*O jornalista viajou a convite do Atlantic Music Expo e Kriol Jazz.*
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