- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou a Islamabad para a primeira ronda de negociações sobre abrir o Estreito de Ormuz ao transporte marítimo global e conseguir uma paz duradoura, com condições prévias discutidas entre os EUA e o Irão.
- A delegação dos EUA inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro e genro de Donald Trump, Jared Kushner; a delegação iraniana é chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, que já se encontra em Islamabad.
- A delegação iraniana reuniu‑se com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif; as partes não divulgaram detalhes das reuniões nem comentários oficiais sobre o encontro.
- Existem relatos de um plano de 10 pontos apresentado pelo Irão e de um plano de 15 pontos proposto pelos EUA, mas nenhum dos dois foi formalmente revelado.
- Entre as questões-chave estão a abertura do Estreito de Ormuz, as sanções, o enriquecimento nuclear e os ataques israelitas ao Líbano; o Irão exige cessar-fogo no Líbano e libertação de bens bloqueados, enquanto os EUA defendem a liberdade de navegação.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou a Islamabad para a primeira ronda de negociações com o Irão, visando transformar a trégua de duas semanas numa abertura do Estreito de Ormuz ao trânsito marítimo global e consolidar uma paz duradoura. A delegação norte-americana inclui o enviado especial Steve Witkoff e o conselheiro Jared Kushner.
A comitiva iraniana, chefiada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, já se encontrava em Islamabad. Vance e a equipa reuniram-se com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, num sinal de avanços preliminares nas conversas. Detalhes não foram comunicados.
Contexto e temas em debate
Entre os temas figuram o desbloqueio do Estreito de Ormuz, sanções, enriquecimento nuclear e possíveis ataques recentes no Médio Oriente. O Irão defende a exigência de libertação de bens iranianos e um cessar-fogo no Líbano como condições para toques positivos no processo.
As partes discutem um conjunto de propostas: o Irão propõe cobrar taxas de passagem para navios que transitem pela via, enquanto os EUA defendem a livre navegação e o restabelecimento da passagem sem barreiras. Donald Trump mencionou uma possível cooperação para a gestão de portagens, o que gerou controvérsia na Europa.
O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que Teerão chega às conversações com desconfiança, face a ataques recentes. O Irão também pediu o fim de ataques israelitas ao Líbano como condição para o avanço do diálogo.
A tensão geral refletiu-se em impactos regionais, com consequências para a economia mundial, especialmente no preço do petróleo, e com uma avaliação contínua sobre a situação no Golfo Pérsico e no Líbano.
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