- A Líbia aprovou o primeiro orçamento do Estado unificado em mais de treze anos, assinado por representantes de Benghazi e de Trípoli com mediação dos Estados Unidos.
- O acordo visa unificar as despesas públicas a nível nacional, passo considerado pelo banco central como progresso real na política orçamental.
- Dois governos rivais disputam poder desde a queda de Muammar Kadhafi: o governo de Trípoli e o governo em Benghazi, controlado pelos Haftar e pela sua corte.
- Em 2023, as receitas petrolíferas chegaram a vinte e dois mil milhões de dólares, mas houve um défice cambial de nove mil milhões de dólares; o banco central já tinha desvalorizado o dinar em quase quinze por cento em janeiro.
- O banco central afirma que o acordo fortalecerá a estabilidade financeira e elogia o papel dos Estados Unidos; o primeiro-ministro temer Dbeibah destacou o apoio de Massad Boulos ao mediador.
O Libia aprovou o primeiro orçamento do Estado unificado em 13 anos. O acordo foi assinado por Issa Al-Arebi, em representação da Câmara dos Representantes de Benghazi, e por Abdeljalil Al-Chawish, em representação do Alto Conselho de Estado, em Trípoli. A mediação contou com a participação de Estados Unidos.
O acordo unifica as despesas públicas a nível nacional, um passo considerado essencial para a gestão orçamental no país. O banco central destacou que este é o primeiro consenso sobre o orçamento unificado em mais de uma década e meia.
Contexto político
Desde a queda de Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia vive sob dois governos rivais: um em Trípoli, liderado por Abdelhamid Dbeibah, e outro em Benghazi, orientado por Khalifa Haftar e pela sua família.
Dados económicos
Apesar de receitas petrolíferas de cerca de 22 mil milhões de dólares no ano passado, o défice cambial ronda os 9 mil milhões de dólares, segundo o Banco Central. Em janeiro, o dinar foi desvalorizado em quase 15% pela segunda vez em menos de um ano, citando a falta de um orçamento unificado.
Perspectivas do sector petrolífero
A Líbia detém grandes reservas de petróleo, estimadas em 48,4 mil milhões de barris, e a produção atual é de cerca de 1,5 milhões de barris por dia, com objetivo de chegar a 2 milhões. O novo acordo é visto como ferramenta para estabilizar as finanças públicas e apoiar o setor.
Reações e próximos passos
O banco central elogiou o papel dos Estados Unidos no processo de mediação e afirmou que o acordo pode reforçar a estabilidade financeira. O governo de Dbeibah destacou o apoio a esforços de mediação que contribuíram para o avanço. O verdadeiro desafio, no entanto, reside na implementação prática das medidas anunciadas.
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