- Cerca de 50 iranianos reuniram-se frente à embaixada dos Estados Unidos em Lisboa, pedindo o reatamento da guerra até haver verdadeira mudança de regime no Irão, durante negociações entre Teerão e Washington.
- Os manifestantes dizem que o cessar-fogo favorece a República Islâmica e defendem manter pressão militar contra o regime, com ataques a infraestruturas da Guarda Revolucionária iraniana.
- Maximillien Jazani comparou a situação a um tumor cancerígeno, defendendo que a intervenção militar é necessária para eliminar o que classifica como cancro político, mesmo com danos ao povo.
- Em cartas de apoio, Cristina Anahory Garin e Sarina defenderam, respetivamente, que a mudança de regime é necessária e que os EUA não devem negociar com a República Islâmica; criticam o atual governo iraniano.
- O protesto ocorre num contexto de um acordo de cessar-fogo frágil entre Estados Unidos e Irão por duas semanas e de negociações que decorrerão ao longo do fim de semana no Paquistão.
Dezenas de iranianos reuniram-se este sábado em frente da embaixada dos EUA em Lisboa para exigir o reatamento da guerra até produzir uma mudança de regime no Irão, coincidindo com o início de negociações entre Teerão e Washington. O grupo aproximou-se da entrada da representação diplomática para partilhar a perspetiva de que a guerra deve prosseguir.
Cerca de 50 manifestantes de diversas regiões do Irão afirmaram que o atual regime continuará a representar uma ameaça para o povo e defenderam a continuidade do conflito enquanto não houver uma transformação política. O objetivo declarado é pressionar pela queda do regime islâmico.
Avisaram que um cessar-fogo favorece a República Islâmica, pois interrompe ações que, na leitura deles, fortalecem o Governo. Compararam a situação a uma luta contra um “cancro”, defendendo ataques a infraestruturas associadas à Guarda Revolucionária, ainda que possa afetar civis.
Desempenho e contexto
Entre as vozes, um advogado caracterizou o esforço como caminho sensato para manter pressão militar, alegando que o povo iraniano poderia reconstruir o país após a substituição do regime. Comparou o cenário a estratégias utilizadas em períodos de ocupação para eliminar ameaças estruturais.
As fotografias de presos políticos foram expostas no local, acompanhadas por bandeiras iranianas de grande dimensão. A manifestação também contou com pedidos de apoio aos Estados Unidos para ações contra o atual governo, incluindo referências a possíveis intervenções.
Reações de outros envolvidos
Entre as participantes, uma gestora de comunicação apresentou-se como pró-Israel, criticando o atual regime e defendendo uma transição democrática que inclua o regresso de membros da família do último Xá. Afirmou que as negociações entre aliados regionais não devem ocorrer com o Irão.
Por outro lado, alguns assistentes discordaram da ideia de que a mudança de regime é viável ou desejável no curto prazo, sugerindo que deve haver uma transição democrática sem repetir a retórica de confrontação. As opiniões dividiram-se entre apoio a medidas mais duras e equally à necessidade de diálogo.
Contexto internacional
Na segunda-feira, foi anunciado um cessar-fogo frágil entre Estados Unidos e Irão, válido por duas semanas. Delegações já se reuniram no Paquistão para negociações que devem decorrer ao longo do fim de semana, com foco em reduzir tensões e estabilizar a região.
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