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EUA e Irão iniciam negociações de paz após quase 50 anos

Negociações EUA-Irão em Islamabad marcam a primeira ronda direta desde a Revolução Islâmica, com o estreito de Ormuz no centro e conversações até madrugada

Primeira ronda de negociações aconteceu neste sábado em Islamabad, no Paquistão
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  • Delegações dos Estados Unidos e do Irão iniciaram negociações em Islamabad, Paquistão, com vista ao fim da guerra lançada há seis semanas.
  • O estreito de Ormuz continua a principal discórdia entre as partes, e as conversas devem prolongar-se pela madrugada, com textos apresentados para um possível acordo.
  • Avanços conhecidos incluem a passagem de dois navios de guerra dos EUA pelo estreito para limpar minas; o Irão afirma não conseguir localizar todas as minas e mantém o encerramento da via.
  • O Irão exige compensações pelos danos, reconhecimento da autoridade sobre Ormuz e a retirada de forças norte-americanas, além de defender o direito ao enriquecimento de urânio.
  • As negociações incluíram encontros diretos entre as delegações, com reforço de segurança em Islamabad e continuidade provável durante a madrugada.

Os Estados Unidos e o Irão iniciaram, neste sábado, 11 de abril, negociações de paz em Islamabad, Paquistão. A reunião, primeira desde a Revolução Islâmica, enfrentou o tema central: o fim da ofensiva militar liderada por EUA e Israel contra o Irão. O estreito de Ormuz permanece no centro das discórdias entre as partes.

As delegações chegaram com uma agenda de várias fases, incluindo encontros diretos entre Washington e Teerão. Ao fim do dia, sinais de otimismo foram divulgados, mas as conversas devem prosseguir durante a madrugada, após a troca de textos preliminares para um possível acordo.

A missão envolve o número dois do governo norte‑americano, o vice‑presidente J.D. Vance, que se reuniu com o primeiro-ministro paquistanês, em hotel de alto nível. Islamabad reforçou a segurança para salvaguardar as negociações.

Desenvolvimento das negociações

Entre os pontos em disputa, destaca-se a continuidade da circulação no estreito de Ormuz, que os iranianos dizem manter sob controlo por questões de minas marítimas. Dois navios américains, o USS Frank Peterson e o USS Michael Murphy, já percorreram a via em operação de limpeza de minas.

O Irão exige compensação pelos danos causados e reconhecimento da sua autoridade sobre o estreito. A retirada de forças norte‑americanas da região é outra condição central para o país, tal como o reconhecimento do direito ao enriquecimento de urânio, que os EUA e Israel consideram uma linha vermelha.

Perspectivas de continuidade

Durante o dia, Jeane Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou na rede social X que os ataques ao Irão vão continuar, criticando Recep Tayyip Erdogan. Do lado americano, Donald Trump utilizou a rede Truth para sustentar que o Irão está a ser derrotado pelos EUA e defendeu a limpeza do estreito.

A delegação iraniana, que contará com cerca de 70 membros, participou de uma reunião com diplomatas paquistaneses ao longo da tarde. As conversas prolongaram‑se após o jantar, com a expectativa de que os textos preliminares sirvam de base para um entendimento formal.

Contexto regional e próximos passos

Os ataques ao território libanês continuam a competir com o enquadramento das negociações. Até às 21h de hoje, morreram pelo menos 13 pessoas em ataques aéreos israelitas no sul do Líbano, elevando o total de fatalities desde março para mais de 2000.

As negociações em Islamabad representam uma tentativa de estabilizar a região após seis semanas de ofensiva. As partes devem continuar as discussões ao longo da madrugada, com o objetivo de avançar para um acordo de paz.

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