- O estreito de Ormuz bloqueou negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, que arrancaram ontem no Paquistão.
- A agência Tasnim indicou que exigências excessivas de Washington geraram divergências sérias quanto ao futuro da passagem para o Golfo Pérsico, levando a impasse e interrupções nas negociações, segundo a Al Jazeera.
- Os EUA afirmaram que dois navios militares atravessaram o estreito, enquanto Teerão negou veementemente; o Irão disse que a decisão sobre a passagem cabe às suas Forças Armadas.
- Mesmo assim, há sinais de avanço, com as delegações a trocarem textos e a jantarem juntas.
- As negociações decorrem no Serena Hotel, em Islamabad, com participação de representantes dos EUA — vice-presidente, o enviado especial e o genro de Trump — e de altos funcionários iranianos, incluindo o porta-voz do parlamento e o ministro dos Negócios Estrangeiros.
O estreito de Ormuz, que controla uma passagem estratégica para o Golfo, voltou a comprometer as negociações de paz entre os EUA e o Irão. Ontem, em Islamabad, Paquistão, as negociações entraram em impasse, indicando divergências significativas sobre o papel da passagem.
A parte norte-americana comunicou avanços, anunciando a travessia de dois navios militares pelo estreito. Teerão negou veementemente essa informação e insistiu que a responsabilidade pela passagem recai sobre as Forças Armadas da República Islâmica do Irão.
Apesar da atrito, as delegações mantiveram contacto e chegaram a trocar textos com as posições de base, além de terem jantado juntos, segundo a Al Jazeera. Atores envolvidos incluíram representantes dos EUA e altos dirigentes iranianos.
Do lado dos EUA estiveram o vice-presidente JD Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner. Pelo Irão participaram o porta-voz do parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf e o ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi.
O objetivo de ambas as partes continua a ser um acordo que garanta estabilidade na região. O diálogo ocorreu no Serena Hotel, uma unidade de cinco estrelas em Islamabad, num quadro de negociações que já teve avanços e retrocessos.
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