Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

JD Vance avisa o Irão para não brincar com os EUA nas negociações no Paquistão

JD Vance avisa o Irão para negociar de boa-fé nas negociações mediadas no Paquistão, enquanto o cessar-fogo permanece frágil e as perspetivas de acordo são incertas

O Vice-Presidente JD Vance fala à imprensa antes de embarcar no Air Force Two, sexta-feira, 10 de abril de 2026, na Base Conjunta de Andrews, Maryland, para uma partida prevista para o Paquistão, para conversações sobre
0:00
Carregando...
0:00
  • O vice-presidente dos EUA, JD Vance, partiu para Islamabad para liderar negociações mediadas com o Irão e avisou que Teerão deve negociar de boa-fé ou enfrentar a postura rígida da equipa.
  • O presidente Donald Trump deu orientações claras sobre as negociações; Vance disse que, se os iranianos tentarem enganar, a equipa não será recetiva.
  • As negociações ocorrem num contexto de cessar-fogo ténue entre EUA, Israel e Irão, com o fosso entre as posições dos países a parecer irreconciliável.
  • O objetivo é tratar as preocupações sobre os programas de armas nucleares e balísticas do Irão, bem como o seu apoio a grupos armados na região.
  • O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, qualificou o cessar-fogo como frágil durante uma visita ao Qatar; Netanyahu expulsou Espanha de um centro internacional de controlo de Gaza.

JD Vance avisa o Irão para não “brincar” com os EUA durante negociações no Paquistão, numa viagem de alto nível que visa reiterar o reequilíbrio das perspetivas de Washington sobre o dossier nuclear iraniano. O vice-presidente partiu de Washington rumo a Islamabad para liderar negociações mediadas entre as duas partes. O objetivo é resolver preocupações sobre o programa nuclear e o apoio a grupos no Médio Oriente.

Vance afirmou aos jornalistas, antes de partir, que há abertura para negociações de boa fé, desde que o Irão demonstre seriedade. O responsável norte-americano estivera envolvido, nos últimos meses, em contactos indiretos com negociadores iranianos, com a participação de figuras próximas do círculo de Donald Trump. O formato das conversações não foi detalhado pela Casa Branca.

Nesta ronda, acompanhavam-no o enviado especial de Trump e o genro Jared Kushner, que já participaram em três encontros com mediadores iranianos. As negociações visam esclarecer as capacidades de Teerão em matéria de arsenais e o apoio a facções proxy no Médio Oriente. O histórico inclui poucas comunicações diretas entre Washington e Teerão desde 1979.

Cessar-fogo no Irão é definido como frágil pelo líder britânico

Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, descreveu o cessar-fogo na região como frágil, após contactos com responsáveis de vários países, incluindo o Qatar. A leitura é de que é necessário maior envolvimento regional para tornar o cessar-fogo estável, com ênfase na navegação no Estreito de Ormuz.

Starmer salientou que a aliança transatlântica deve manter as suas bases de segurança, ao mesmo tempo em que defende uma participação europeia mais sólida no processo de estabilização. A apreciação europeia surge numa altura de tensões entre EUA, Israel e o Irão e de pressão para evitar uma escalada militar na região.

A relação entre os aliados ocidentais e a gestão do conflito permanece sob escrutínio, com os europeus a procurar manter o apoio aos EUA sem comprometer a própria segurança. As autoridades europeias avaliam medidas para reduzir impactos económicos e humanos na região do Golfo.

Israel expulsa Espanha de centro de coordenação de Gaza

Em Gaza, Benjamin Netanyahu ordenou a retirada de representantes de Espanha de um centro de coordenação liderado pelos EUA, responsável pela monitorização do cumprimento do acordo de paz em Gaza. A decisão decorre de divergência de políticas entre Espanha e Israel.

O centro em Kiryat Gat envolve militares norte-americanos, forças israelitas e delegações de outros países para planeamento de estabilização e reconstrução. Netanyahu afirmou que não tolerará a participação de países com políticas anti-Israel em projetos diplomáticos na região.

A medida amplia o embate entre Telavive e alguns aliados europeus, num momento em que a comunidade internacional discute estratégias para conter hostilidades na região e facilitar a reabertura do Estreito de Ormuz.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais