- As conversações para pôr fim ao conflito entre os Estados Unidos e o Irão arrancam este sábado em Islamabad, Paquistão.
- Washington mantém a retórica de possibilidade de novo ataque, enquanto Teerão condiciona o diálogo a medidas prévias.
- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou estar disposto a estender a mão se o Irão negociar de boa-fé, advertindo que não haverá abrir de portas face a enganos.
- O Irão exige, antes do início das negociações, um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio de ativos iranianos; estas condições teriam sido, segundo o parlamento, mutuamente acordadas.
- O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que devem ser descongelados 102 mil milhões de euros em ativos; Teerão também reclama alívio total de sanções, incluindo controlo sobre o estreito de Ormuz e o direito de enriquecer urânio.
O processo de negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irão inicia este sábado em Islamabad, Paquistão. A reunião decorre num momento em que Washington mantém a ameaça de retaliação e Teerão condiciona o diálogo a certos passos prévios.
Antes do encontro, o governo norte-americano reiterou a possibilidade de ações militares caso não haja acordo, enquanto Teerão impõe condições para abrir negociações durante o cessar-fogo. A tensão persiste no contexto regional.
O vice-presidente dos EUA, em viagem a Islamabad, afirmou que Washington está aberto a negociações de boa-fé, mas alerta para consequências se houver desonestidade. O tom é de pressão, com foco na credibilidade das negociações.
Do lado iraniano, o presidente do Parlamento disse que dois pontos devem ser resolvidos antes das conversações: cessar-fogo no Líbano e desbloqueio de ativos iranianos congelados. Segundo ele, tais medidas teriam sido acordadas entre as partes.
As negociações devem ocorrer no Hotel Serena, abordando as divergências sobre o cessar-fogo temporário e o caminho para um acordo definitivo. A posição dos EUA é de manter a limitação regional do cessar-fogo ao Líbano.
Sobre o estreito de Ormuz, há críticas mútuas: Washington acusa menor tráfego e taxa de passagem não acordada, enquanto o Irão afirma que o controlo da via está a ser considerado pelos EUA. O debate envolve o direito iraniano de enriquecimento para fins civis, que os EUA contestam.
O Irão também requer o desbloqueio de ativos estimados em 102 mil milhões de euros, resultado de ativos petrolíferos parados em bancos estrangeiros. Embora desbloqueio não tenha sido uma condição inicial, o plano iraniano pede o alívio total de sanções.
A reunião em Islamabad surge num momento de estreita vigilância internacional, com observadores a medir a adesão de cada parte aos compromissos e o impacto de eventual acordo para a estabilidade regional.
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