- As negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irão, mediadas pelo Paquistão e com início previsto para esta sexta-feira em Islamabad, já partem sob a sombra da operação militar de Israel no sul do Líbano, que já provocou centenas de mortos, milhares de feridos e mais de um milhão de deslocados.
- Para os EUA e para Israel, o cessar-fogo acordado não inclui a frente líbano; o Irão discorda e entende que deve abranger também aquela região.
- O Hezbollah reivindicou ataques a alvos israelitas, incluindo colonatos e a base naval de Ashdod, justificando a ofensiva como resposta aos ataques de Beirute e de outras áreas do país.
- As Forças de Defesa de Israel dizem estar em estado de guerra e não cessaram as hostilidades na região sul; o Irão afirma que há cessar-fogo, embora as ações no terreno continuem.
- A comunidade internacional, incluindo o Irão, sustenta que o cessar-fogo deve abranger o Líbano; resta ver se isso afetará as negociações com o Irão.
O início das negociações de paz para o Médio Oriente, anunciadas para esta sexta-feira em Islamabad e mediadas pelo Paquistão, entre os EUA e o Irão, continua a ser impactado por uma operação militar israelita no Sul do Líbano. O conflito já provocou centenas de mortos, milhares de feridos e mais de um milhão de deslocados.
Enquanto o cessar-fogo acordado na terça-feira não abrange a frente libanesa, para os EUA e para Israel, o Irão considera essencial que o Líbano esteja incluído no acordo. O tom é de que a exclusão pode comprometer a via de paz na região.
Ontem, o Hezbollah reivindicou ataques a alvos em território israelita, incluindo lançamento de rockets contra a cidade de Ashdod, no Sul de Israel. O grupo libanês, aliado do Irão, descreveu a ação como resposta aos ataques em Beirute e noutras zonas do Líbano.
Contexto e posições
As Forças de Defesa de Israel (IDF) afirmaram manter o estado de guerra na região sul. O chefe do Estado-Mior das IDF, Eyal Zamir, disse que não existe cessar-fogo naquela zona e que o combate continua intensamente. Em relação ao Irão, o anúncio aponta para a continuidade de ações se necessário.
Israel exigiu, entre outros pontos, o desarmamento do Hezbollah como condição para qualquer acordo de paz mais amplo. A declaração reforça o alinhamento de Israel com a posição dos EUA de que o grupo libanês não pode manter capacidades armadas.
Reação internacional e próximos passos
A comunidade internacional, incluindo o Irão, considera que o cessar-fogo deve abranger o Líbano. Vêm-se preparar para uma próxima fase de negociações, com a expectativa de que novas discussões avancem no âmbito da crise regional.
No entanto, analistas apontam que a instabilidade atual pode influenciar a viabilidade do acordo de paz entre EUA e Irão. A agenda de Islamabad começa hoje, mas os desdobramentos no terreno ainda são incertos.
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