- Espanha vai reabrir a embaixada em Teerão, encerrada a 7 de março, com o regresso do embaixador António Sánchez-Benedito.
- A decisão acontece num contexto de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irão, com duas semanas de trégua e a reabertura do Estreito de Ormuz.
- O ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, disse ter instruído o embaixador a reconectar-se e a participar no esforço de paz.
- O governo de Pedro Sánchez já tinha defendido a desescalada regional, promovendo diplomacia, legalidade internacional e paz, afastando-se de ações que possam agravar o conflito.
- A ministra da Defesa, Margarita Robles, reuniu-se com o embaixador libanês em Espanha e salientou o compromisso com a estabilidade da região, destacando os cerca de 700 soldados espanhóis na missão da ONU e a necessidade de incluir o Líbano nas negociações.
A Espanha anunciou a reabertura da embaixada em Teerão, encerrada a 7 de março, após a evacuação de parte do corpo diplomático durante a ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão. A decisão foi comunicada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, que pediu ao embaixador em Teerão para regressar e reiniciar as funções.
Albares afirmou que a embaixada deve integrar a missão de paz, juntando-se a outros vectores para promover o diálogo na região. O local será chefiado pelo embaixador Antonio Sánchez-Benedito, repondo as atividades a título definitivo.
A reabertura surge na sequência de um cessar-fogo entre os EUA e o Irão, que prevê duas semanas de redução de hostilidades e a reabertura do Estreito de Ormuz. O objetivo é facilitar negociações diplomáticas na região.
A escalada de ataques de Israel no sul do Líbano, dirigido ao Hezbollah, mostra a fragilidade do acordo entre Washington e Teerão. O Irão anunciou a suspensão de operações no estreito, elevando o receio de novas contagens de violência.
O governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, tem vindo a defender uma desescalada regional e a afastar-se do conflito iniciado com a anteriores gestões. Sánchez reiterou que a diplomacia e a legalidade internacional devem orientar as ações.
A ministra da Defesa, Margarita Robles, reuniu-se com o embaixador libanês em Madrid para sinalizar o compromisso de Espanha com estabilidade regional e com a proteção de civis. Robles pediu progresso para uma paz duradoura no Médio Oriente.
Robles destacou o papel dos soldados espanhóis na missão da ONU no Líbano, cerca de 700, que operam em condições difíceis. A responsável sublinhou a importância de proteger efetivamente os agentes de paz.
Mais tarde, o ministro deslocou-se para uma audiência parlamentar para explicar a posição do governo sobre o conflito. A agenda incluiu a defesa de canais diplomáticos e a mediação para reduzir o risco de novas ofensivas.
A situação no terreno continua tensa, com a comunidade internacional a acompanhar de perto a evolução do cessar-fogo provisório. Espanha mantém-se atenta ao respeito pelos acordos e à proteção de civis da região.
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