- O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, afirmou no parlamento que o Governo tem razões para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes está a ser respeitado no contexto do conflito com o Irão.
- O entendimento técnico prevê uma resposta a um ataque concreto, de acordo com o princípio da proporcionalidade e da necessidade, sem visar infraestruturas civis.
- O chefe da diplomacia portuguesa destacou uma colaboração leal por parte das autoridades dos Estados Unidos.
- Desde 15 de fevereiro foram registadas 76 aterragens nas Lajes e 25 sobrevoos no espaço aéreo português, números considerados ínfimos face ao esforço de guerra.
- O Governo mantém transparência e acompanha os movimentos, mantendo diálogo com Washington, apesar de recusas de parceiros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).
O Governo português afirma ter motivos para acreditar que o acordo de utilização da Base das Lajes, nos Açores, pelos Estados Unidos no âmbito do esforço de guerra contra o Irão está a ser respeitado. A declaração foi feita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros em sessão na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas.
Paulo Rangel explicou que o enquadramento técnico do acordo prevê respostas proporcionais a ataques concretos, com necessidade comprovada e sem visar infraestruturas civis. O ministro destacou a colaboração considerada leal por parte das autoridades de Washington.
Foram partilhados dados sobre o movimento na base nas últimas semanas, considerado ínfimo face ao volume global do conflito. Desde 15 de fevereiro, registaram-se 76 aterragens nas Lajes e 25 sobrevoos no espaço aéreo português.
O Governo manteve o assunto em transparência, descrevendo diálogo contínuo com Washington e acompanhamento dos movimentos na base. Rangel indicou que recusas entre parceiros da NATO existem, mas não pretendem serem alvo de divulgação pública.
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