- Domingos da Cruz, um dos autores do manifesto, defende uma nova luta de libertação em Angola, afirmando que a oposição é propriedade do regime.
- O manifesto sustenta que o MPLA e a UNITA são equivalentes e que as eleições não alteram o sistema que beneficia apenas os dirigentes.
- Propõe a autolibertação do povo da manipulação dos partidos, para que a soberania popular se mova fora das instituições e erradique a opressão.
- O episódio discute a parceria entre Rússia e Namíbia na exploração de urânio e partilha de know-how em energia nuclear, com impacto potencial para a região.
- O programa aborda ainda a decisão da justiça moçambicana de levar a julgamento Venâncio Mondlane, principal rosto da oposição, em cinco processos-crimes ligados a manifestações após as eleições de 9 de outubro de 2024.
O podcast Na Terra dos Cacos, do PÚBLICO, analisa um manifesto que pede uma nova luta de libertação em Angola. O texto é assinado por Luzia Moniz e Domingos da Cruz, considerado um dos presos políticos do processo 15+2 no país. O objetivo é apresentar uma leitura crítica sobre o papel da oposição.
Segundo Domingos da Cruz, a oposição angolana estaria sob o controlo do regime no poder. O manifesto sustenta que as eleições não mudam a ordem existente e propõe autolibertação popular para afastar a manipulação partidária. A ideia é mobilizar a soberania popular para além das instituições.
Domingos da Cruz, que reside no Canadá, afirma que o equilíbrio entre MPLA e UNITA beneficia apenas quem governa, deixando o povo na posição de que sofre. A entrevista questiona a validade das alternativas institucionais para uma mudança real no quadro político nacional.
Parceria Namíbia-Rússia no nuclear
A conversa aborda a notícia de que a Namíbia poderá explorar urânio com apoio técnico da Rússia. O país africano detém reservas significativas e interessa-se pela transferência de know-how em energia nuclear, tema de relevância regional para Angola.
A análise destaca que a cooperação energética pode ter impactos estratégicos na região, incluindo a estabilidade económica e o controlo de recursos minerais. O debate centra-se na necessidade de percursos transparentes e legais para qualquer parceria.
Moçambique: julgamento de Venâncio Mondlane
O episódio também comenta a decisão judicial em Moçambique de levar a julgamento Venâncio Mondlane, figura da oposição, por cinco processos-crime relacionados com manifestações alegadamente fraudulentas após as eleições de 9 de Outubro de 2024. O tema reflete dilemas institucionais e de liberdade de expressão.
Domingos da Cruz é uma voz central no debate sobre a relação entre poder e oposição na região. O podcast continua a explorar temas africanos com uma linha de análise crítica e informativa, sem emitir julgamentos ou conclusões.
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