- A jornalista norte-americana Shelly Kittleson foi raptada em Bagdade, no Iraque, numa altura em que a insegurança na região aumenta.
- Os Estados Unidos acusam uma milícia iraquiana pró-iraniana, alegadamente ligada ao grupo Kataib Hezbollah, pelo rapto.
- O Ministério da Administração Interna do Iraque confirmou o rapto e informou ter detido um suspeito e apreendido um dos veículos usados, sem revelar identidades.
- Fontes iraquianas disseram que estiveram envolvidos dois carros; um veículo despistou-se perto de Al-Haswa, Babil, e Kittleson terá sido transferida para o segundo carro antes de sair do local.
- O Comité para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) manifestou preocupação e pediu às autoridades iraquianas que localizem a jornalista, garantam a sua libertação e responsabilizem os responsáveis.
Shelly Kittleson, jornalista norte-americana, foi raptada na terça-feira em Bagdad, Iraque, numa operação que ocorreu num contexto de crescente insegurança na região. Os Estados Unidos apontam para uma milícia pró-iraniana como responsável, enquanto o Ministério da Administração Interna do Iraque diz estar a reunir esforços para localizar a jornalista e identificar os responsáveis.
Segundo relatos de dois responsáveis de segurança iraquianos, o rapto ocorreu com o uso de dois veículos, um deles envolvido num acidente perto de Al-Haswa, na província de Babil, a sudoeste de Bagdad. A jornalista terá sido levada para um segundo automóvel e transportada para o centro da capital.
O Ministério da Administração Interna confirmou o rapto, sem revelar a identidade de Kittleson. Os EUA mencionaram a detenção de um indivíduo ligado ao Kataib Hezbollah, grupo pró-iraniano, considerado uma milícia. A autoridade norte-americana afirma que o suspeito tem ligações com o grupo e pode estar envolvido no sequestro.
Contexto regional
A tensão entre Estados Unidos e milícias pró-iranianas no Iraque persiste desde o início da guerra regional e dos ataques a bases com presença de tropas norte-americanas. O Kataib Hezbollah foi criado em 2003 e classificado como organização terrorista pelos EUA desde 2009. O grupo já reivindicou ataques com drones e mísseis contra instalações no Iraque e na região.
A embaixada dos EUA tem alertado reiteradamente para os riscos enfrentados pelos cidadãos norte-americanos no Iraque, incluindo o risco de rapto, e aconselha a saída do país. A comunidade internacional acompanha com preocupação o desfecho do caso.
Reacções e apelos
O Comité para a Proteção dos Jornalistas expressou profunda preocupação e pediu às autoridades iraquianas que intensifiquem os esforços para localizar Shelly Kittleson, garantir a libertação e responsabilizar os responsáveis. O CPJ recorda ainda que, só neste ano, já morreram 11 jornalistas em contextos de guerra.
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