- O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) pediu respeito urgente pela integridade do Líbano após ataques que tiraram a vida a três capacetes azuis da FINUL.
- Dois militares da FINUL morreram perto de Bahi Hayan, no sul do Líbano, num ataque que afetou uma coluna sob comando de militares espanhóis; um terceiro capacete azul, indonês, morreu no domingo.
- A FINUL informou que o ataque de segunda-feira resultou numa explosão de origem desconhecida, com outro militar gravemente ferido e um quarto ferido ligeiramente.
- O sul do Líbano tem sido bombardeado desde que o Hezbollah lançou foguetes para o norte de Israel; Israel falou em expandir a zona de segurança na região.
- A ONU abriu uma investigação sobre os incidentes; o secretário-geral António Guterres apelou a proteção de tropas de paz; a França pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) pediu este segunda-feira respeito urgente pela integridade do Líbano, após ataques que causaram a morte de três capacetes azuis da FINUL. A nota sublinha que tais ataques e a violação do mandato são injustificáveis. O governo expressou condolências à Indonésia pela perda dos militares.
A FINUL anunciou que, nas últimas 24 horas, três dos seus militares morreram em dois incidentes separados no sul do território libanês. Dois cidadãos da força de paz morreram num ataque que atingiu o veículo em que seguiam, perto de Bahi Hayan, Marjayún. Um terceiro capacete azul, de nacionalidade Indonésia, morreu no domingo.
Segundo a missão da ONU, o ataque de segunda-feira foi causado por uma explosão de origem desconhecida que destruiu o veículo; outro militar ficou gravemente ferido e um colega com ferimentos ligeiros. O local fica próximo da fronteira com Israel, onde tem havido escalada de hostilidades.
Contexto regional e reação internacional
O sul do Líbano tem estado sob pressão militar desde o início de março, com ataques entre forças israelitas e o Hezbollah. Israel ampliou a zona de segurança na região, segundo declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, para impedir supostas invasões e mísseis na fronteira.
Mais de 1.200 pessoas morreram no conflito entre Israel e o Hezbollah, e o Ministério da Saúde libanês fala em mais de 3.500 feridos. A FINUL opera na região sul, junto à fronteira com Israel, e encerra o mandato este ano.
A ONU abriu uma investigação para apurar as circunstâncias dos incidentes mortais. O secretário-geral, António Guterres, afirmou que ataques deliberados contra soldados de operações de paz violam o direito internacional humanitário e podem configurar crimes de guerra.
Reações de países e instituições
O Governo francês solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, em resposta aos homicídios dos capacetes azuis da FINUL. O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Yves Le Drian, ou Barrot, condenou firmemente os disparos. A França reforçou a necessidade de clarificar os factos.
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