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Trump prevê conflito em Cuba após guerra no Irão

Trump avisa que Cuba será o próximo a sentir o grande Exército dos EUA, enquanto exige reformas económicas condicionadas à mudança de governo

Lixo acumulado em Havana. Sem combustível, os serviços de limpeza não têm como recolher o lixo nas ruas
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  • O presidente dos Estados Unidos afirmou que, após a guerra do Irão, Cuba será o próximo alvo do “grande exército” que diz ter construído, sem indicar se haverá invasão ou bombardeamento.
  • O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que Cuba precisa de mudar a sua economia e que isso não ocorre sem uma transformação do sistema de governo.
  • Washington tem procurado debilitar a economia cubana através de um bloqueio ao tráfego marítimo que dificulta o abastecimento de petróleo ao país.
  • Rubio sustenta que a crise energética em Cuba não resulta de um bloqueio naval norte-americano, alegando que “não há bloqueio naval em torno de Cuba” e que o país enfrenta apagões por falta de combustível.
  • Analistas citados na notícia apontam que, além do embargo, há obstáculos internos na economia cubana que limitam a competitividade e a integração no mercado global.

Os Estados Unidos preparam-se para usar o seu exército para pressionar o Governo cubano, alegando que a reformas económicas dependem de mudanças políticas. Trump afirmou que Cuba é o próximo objetivo de uma força militar que diz ter construído.

O presidente norte-americano não detalhou se a intervenção seria militar terrestre ou aérea, limitando-se a dizer que o Exército pode ser usado quando necessário. A declaração ocorreu numa sequência de declarações aos jornalistas.

O secretário de Estado, Marco Rubio, desvalorizou a ideia de negociação com Cuba sem mudanças políticas. Ao chegar a França, após encontros do G7, afirmou que Cuba precisa de um sistema de governo diferente para atrair investimento.

Contexto

Rubio sublinhou que a crise energética de Cuba não resulta de um bloqueio naval, contrariamente ao que é afirmado por Cuba. Segundo ele, o país falha na gestão de infraestruturas e depende de combustível, que não chega sem reformas.

O chefe da diplomacia norte-americana citou que Cuba enfrenta cortes de energia devido a equipamentos antigos sem manutenção, e não a ações de Washington. Acrescentou que o modelo económico cubano é disfuncional.

Em paralelo, Washington mantém pressões para reduzir a capacidade cubana de obter petróleo, com o objetivo de aprofundar dificuldades económicas no território. O governo cubano acusa o embargo de impedir o desenvolvimento.

Especialistas lembram que o embargo, desde 1962, é alvo de críticas em fóruns internacionais, com pedidos de alívio constante. O debate envolve ainda a avaliação de impactos internos na economia cubana.

Um estudo de Pavel Vidal, de 2023, sugere que sanções agravam dificuldades, mas que fatores internos também limitam a competitividade cubana. O trabalho destaca obstáculos à integração económica externa de Cuba.

Hospitais cubanos enfrentam problemas de fornecimento e energia devido à crise energética, agravando a situação social. A gestão económica do regime é apontada por analistas como factor determinante para o desgaste público.

A retórica de Trump sobre Cuba contrasta com declarações anteriores de manter o foco em mudanças políticas, sem detalhar planos militares. As palavras do presidente geram cautela entre aliados e oponentes.

Em Havana, autoridades cubanas reiteram que o embargo é o principal obstáculo ao desenvolvimento económico, defendendo que reformas são necessárias para estabilizar o país. O tema mantém-se sob escrutínio internacional.

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