- O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, realizou uma visita à Venezuela no último fim de semana, alvo de críticas dentro do próprio partido.
- O PS mantém a condenação de um regime autoritário que desrespeita princípios democráticos básicos; o ministro Francisco Assis afirmou que não acompanhou a visita ao pormenor, mas que a posição não se alterou, e a eurodeputada Marta Temido chamou a visita de tiro no pé.
- A agenda inicial previa uma audiência entre Carneiro e Delcy Rodríguez, presidente da Venezuela, mas o encontro acabou por ser adiado; Carneiro reuniu-se, porém, com o ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil.
- A digressão foi organizada pelo departamento das Comunidades do PS e contou com a presença de Eurico Brilhante Dias, presidente do grupo parlamentar do PS, e de Paulo Pisco, responsável pelo departamento das Comunidades Portuguesas do PS, com apoio à libertação de detidos luso-venezuelanos.
- No âmbito de novas visitas oficiais, entre 31 de março e 2 de abril o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, deverá deslocar-se à Venezuela para reuniões com autoridades locais e com a comunidade portuguesa.
A visita de José Luís Carneiro à Venezuela, realizada no último fim de semana, gerou críticas dentro do próprio PS e reacções externas. Executada pelo departamento das comunidades do PS, a deslocação visava encontros com autoridades venezuelanas e a comunidade luso-venezuelana.
Frente a eventuais dúvidas sobre a posição do PS, o secretário-geral da bancada do PS e o chefe do departamento das Comunidades Portuguesas defenderam que a atuação não altera a posição oficial do partido. O foco foi a defesa de direitos dos detidos e da segurança de portugueses.
Um desfecho da agenda contou com a reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros venezuelano, Yván Gil, depois de um adiamento do encontro com Delcy Rodríguez. A nota oficial do PS aponta a solicitação pela libertação de detidos políticos luso-venezuelanos e a garantia de tranquilidade para a comunidade portuguesa no país.
O CDS-PP reagiu, com Nuno Melo a considerar o momento inadequado e a pedir alinhamento com a posição do Parlamento Europeu sobre a Venezuela. Melo enfatizou que a pequeno política não pode transigir em matérias de responsabilidade internacional.
Entre 31 de março e 2 de abril, está programada a visita de Emídio Sousa, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, a Venezuela, com reuniões com autoridades locais e encontros com a comunidade portuguesa.
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