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Nepal assina acordo histórico com Geração Z após protestos de setembro

Nepal assina acordo com a Geração Z para combater a corrupção e promover reformas eleitorais e constitucionais, visto como etapa crucial na governação

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  • Nepal assinou um acordo com representantes da Geração Z para combater a corrupção e reforçar a governação, incluindo reformas eleitorais e constitucionais.
  • A assinatura ocorreu nesta quarta-feira, três meses depois dos tumultos de setembro que derrubaram o governo; a primeira-ministra Sushila Karki e Bhoj Bikram Thapa assinaram o documento.
  • Um dos presentes, Yujan Rajbhandari, de 23 anos, descreveu o ato como “uma vitória histórica” para a geração Z.
  • Durante o período de protestos, pelo menos 76 pessoas foram mortas nos dois dias de tumultos, com 19 a perderem a vida no primeiro dia.
  • A Geração Z tem sido usada por movimentos jovens para expressar descontentamento com desigualdades, impulsionando protestos em diversas regiões.

O Nepal assinou nesta quarta-feira um acordo com representantes da Geração Z, três meses após os violentos tumultos de setembro que derrubaram o governo. O pacto foi assinado pela primeira-ministra Sushila Karki e pelo representante das vítimas, Bhoj Bikram Thapa. A medida visa combater a corrupção e reforçar a governação, incluindo reformas eleitorais e constitucionais.

A cerimónia contou com apoio público, sinalizando uma aposta na participação juvenil na governação. Yujan Rajbhandari, 23 anos, disse à AFP que o acordo representa uma vitória histórica para a geração Z.

Acordo e objetivos

O acordo define medidas para debelar a corrupção e melhorar instituições. Inclui reformas eleitorais, que visam aumentar a transparência, e alterações constitucionais para ampliar a participação cívica dos jovens.

Contexto dos acontecimentos de setembro

Durante o primeiro dia de protestos, pelo menos 19 pessoas morreram. No dia seguinte, os protestos alcançaram o país inteiro, com incêndios em parlamento e edifícios governamentais, o que precipitou a queda do Executivo. Ao todo, registaram-se 76 mortos em dois dias.

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