- Durante a reunião de chefes de diplomacia do G7, realizada em Niagara-on-the-Lake, Canadá, os aliados discutiram a crise no Sudão e a necessidade de deter o envio de armas às Forças Armadas Sudanesas (SAF) e o apoio externo às RSF.
- O conflito, iniciado em abril de 2023, envolve apoio de vários países às SAF e às RSF, com estimativas de mortos que variam amplamente, desde dezenas de milhares até cerca de 400 mil, e mais de doze milhões de deslocados.
- A declaração final do G7 qualificou a crise como a maior humanitária do mundo, condenando ataques contra civis desarmados e trabalhadores humanitários, e pediu cessar-fogo imediato, passagem rápida de assistência humanitária e respeito aos direitos humanos.
- Os líderes reiteraram apoio aos esforços diplomáticos para levar a paz e destacaram o apoio internacional para que intervenientes contribuam para esse objetivo.
- O grupo não discutiu a legalidade de ataques a embarcações no Caribe; o representante dos Estados Unidos afirmou que as forças americanas têm o direito de operar no seu território, sem que a questão tenha sido examinada pela reunião.
Durante a reunião de chefes de diplomacia do G7, realizada em Niagara-on-the-Lake, Canadá, Marco Rubio destacou a necessidade de travar o envio de armas às RSF e o apoio externo. O objetivo é prevenir a continuação do avanço dos grupos armados no Sudão. O encontro terminou hoje, sem discutir a legalidade de ataques aos navios no Caribe.
O Sudão vive um conflito desde abril de 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) e as RSF, com envolvimento de potências regionais e internacionais. Países como Egito, Arábia Saudita, Irão, Rússia e Eritreia apoiam as SAF, enquanto relatos situam adversários das RSF em outros países, incluindo o Chade e partes da região, com negacionismo de alguns.
Segundo várias fontes, o balanço humano é amplo e contestado, indo de dezenas de milhares a cerca de 400 mil mortos. Mais de 12 milhões de pessoas foram deslocadas, entre internas e refugiadas, incluindo quase 7,7 milhões dentro do país e quase 4 milhões que buscaram abrigo no estrangeiro.
Contexto da crise no Sudão
A declaração final do G7 descreve a crise como a maior do mundo em termos humanitários. O grupo condena a violência contra civis e trabalhadores humanitários, especialmente em El Fasher e no Kordofan do Norte, e exorta um cessar-fogo imediato e passagem livre de ajuda.
Posições no encontro
Os líderes ressaltaram o apoio a esforços diplomáticos para restaurar a paz e pediram que intervenientes externos contribuam para esse objetivo. Rubio afirmou que as forças dos EUA atuam no seu hemisfério e que a legalidade de ações contra embarcações no Caribe não foi tema discutido.
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