- A COP30 está a decorrer em Belém do Pará, Brasil, com forte participação global e condições climáticas extremas e desafiantes.
- Na segunda noite, a entrada da Zona Azul, onde decorrem as negociações, foi invadida por manifestantes entoando palavras de ordem.
- Na quarta-feira ocorreu a Barqueata da Cúpula dos Povos, com cerca de 200 embarcações, para exigir justiça climática e inclusão de povos originários.
- O cacique Raoni Metuktire criticou infraestruturas financiadas pelo governo e a desflorestação da Amazónia, incluindo projetos como a Ferrogrão.
- Debates continuam sobre a inclusão de povos originários nas negociações oficiais; o acampamento Aldeia COP denuncia custos elevados de hospedagem.
A 30.ª Conferência do Clima da ONU COP30 abriu em Belém do Pará com foco em conciliar negociações oficiais com as reivindicações de movimentos sociais e indígenas. Os primeiros dias registraram chuvas rápidas, calor intenso e dificuldades logísticas no recinto de negociações, apontadas pela imprensa especializada.
Na segunda noite, a entrada da Zona Azul, área onde decorrem as negociações com acesso restrito, foi invadida por manifestantes que ergueram palavras de ordem contra a participação limitada de povos originários no processo. A ação marcada um tom de protesto já presente desde o início da cimeira.
Barqueata e críticas indígenas
Na quarta-feira teve início simbólico da Cúpula dos Povos, com uma barqueata no Rio Guamá, próxima à Baía do Guajará. Cerca de 200 embarcações participaram, reforçando o pedido por justiça climática e pela inclusão dos povos tradicionais nas negociações oficiais.
O cacique Raoni Metuktire, em conferência na Aldeia COP, criticou projetos de infraestrutura apoiados pelo governo brasileiro, incluindo a possível exploração de combustíveis fósseis na foz do Amazonas e a Ferrogrão. Raoni também apontou a desflorestação associada ao agronegócio, enfatizando riscos para comunidades ribeirinhas e ecossistemas.
A COP30, realizada na Amazônia, continua a atrair debates sobre a participação de povos originários nas discussões e sobre o equilíbrio entre ações oficiais e pressões da sociedade civil. A organização busca manter um formato informativo, com participação global e foco em meio ambiente, direitos e desenvolvimento sustentável.
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