- Em novembro de 1975, Portugal vivia tensões entre esquerda radical e moderada após a Revolução dos Cravos.
- Um contragolpe da direita militar, liderado por Ramalho Eanes e Jaime Neves, confrontou unidades de extrema esquerda.
- Otelo Saraiva de Carvalho, chefe do COPCON, distribuiu milhares de espingardas a grupos esquerdistas.
- O estado de sítio foi decretado, marcando o fim do Processo Revolucionário em Curso (PREC) e a consolidação da democracia.
- O dia 25 de novembro de 1975 ficou conhecido como marco de estabilização política em Portugal.
O 25 de Novembro de 1975 ficou marcado pelo fim do período revolucionário em Portugal, com a intervenção militar que consolidou a democracia. O confronto ocorreu entre setores da esquerda radical e uma “direita militar” liderada por Ramalho Eanes e Jaime Neves, no contexto do PREC.
A tensão cresceu após o 25 de Abril de 1974. Grupos de extrema-esquerda tomaram pontos estratégicos em Lisboa, e Otelo Saraiva de Carvalho, chefe do COPCON, tentou manter o controle distribuindo armamento a facções políticas. Em contrapartida, a direita militar buscou um contragolpe para evitar uma deriva ao comunismo.
O estado de sítio foi decretado, e a crise entrou numa fase decisiva: o país ficou à beira da guerra civil durante novembro de 1975. O movimento de Eanes e Neves resultou na restauração da ordem e na viragem para a consolidação democrática, encerrando o Processo Revolucionário em Curso (PREC).
Contexto e consequências
A tensão entre esquerda moderada e radical, nacionalizações e debates sobre poder popular versus poder militar marcaram o ano anterior. O episódio de novembro de 1975 é visto como ponto técnico de reorientação institucional, abrindo caminho para a democracia estável em Portugal.
Notas: o artigo reconstitui os principais eventos de novembro de 1975 e foi originalmente publicado em 25/11/2023. Fontes citadas não aparecem neste texto.
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