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Von der Leyen diz que UE precisa de 66 mil milhões de euros em novas receitas

Von der Leyen alerta para 66 mil milhões de euros anuais em novos recursos até 2034; sem acordo, há cortes orçamentais ou aumento de contribuições nacionais

Em causa estão as negociações do orçamento plurianual da União Europeia para 2028-2034
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  • Ursula von der Leyen afirmou que a UE precisa de 66 mil milhões de euros por ano em novos recursos próprios para 2028-2034, para evitar aumentos de contribuições nacionais ou cortes no orçamento.
  • A Comissão propõe cinco novas fontes de receitas próprias; o Parlamento Europeu sugeriu mais três, totalizando a necessidade de aproximadamente 66 mil milhões anuais.
  • Se não houver acordo, existem três opções de financiamento: aumentar as contribuições nacionais, ou não haver novos recursos próprios e, nesse caso, cortar o orçamento.
  • Caso haja cortes para compensar, seria de 40% na proposta atual de Bruxelas, sublinhando a importância de novos recursos próprios.
  • As negociações visam chegar a um acordo até ao final do ano, com a presidência irlandesa do Conselho da UE a conduzir o processo; o Parlamento defende um orçamento mais ambicioso, cerca de 2,014 biliões de euros.

A presidenta da Comissão Europeia avisou que a UE precisa de 66 mil milhões de euros por ano, entre 2028 e 2034, em novos recursos próprios. Sem esses fundos, haverá aumento de contribuições nacionais ou cortes no orçamento. A afirmação foi feita em Cork.

Von der Leyen explicou que há propostas de cinco novas fontes de receita apresentadas pela Comissão e três adicionais defendidas pelo Parlamento. O objetivo é alcançar, em média, 66 mil milhões de euros anuais para o orçamento plurianual.

A diretiva foi anunciada no mesmo dia em que o colégio de comissários participou na abertura da presidência semestral da UE, que será liderada pela Irlanda até dezembro. O tema central é encontrar receitas próprias para financiar o orçamento.

Propostas e cenários de financiamento

Para não depender de aumentos das contribuições nacionais, a Comissão sugere fontes como o sistema de comércio de emissões de carbono e o imposto sobre fronteiras, entre outras. O Parlamento defende também transações financeiras e criptoativos.

Caso não haja consenso, Von der Leyen advertiu que a UE pode ter de cortar o orçamento, o que corresponderia a uma redução significativa nas propostas de Bruxelas. A líder europeia pediu acordo rápido durante a presidência irlandesa.

Contexto político e próximos passos

O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou que a maioria dos países pretende concluir as negociações este ano, sem adiar para além de dezembro. O ministro das Finanças da Irlanda reforçou a necessidade de ambição e equilíbrio entre coesão, agricultura e novas prioridades.

A Irlanda, no papel de atual presidente do Conselho, prepara uma proposta revista para outubro, com foco nos recursos próprios e nos ajustes ao orçamento para 2028-2034. O objetivo é chegar a um acordo até ao final do ano, para evitar rupturas no financiamento.

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